O Pentágono identificou 27 casos comprovados de retorno a atividades terroristas até março de 2009 entre os mais de 530 ex-detentos libertados da prisão americana de Guantánamo, segundo um relatório publicado nesta terça-feira, divulgado pelo jornal The New York Times.

Os serviços de informação do Pentágono afirmam ter "provas" - DNA, fotos, vestígios e informações confiáveis - de seu "envolvimento direto em atividades terroristas".

Segundo o texto, outros 47 ex-prisioneiros são "suspeitos" de ter "reincidido" depois de sua passagem pela prisão, na base naval de Guantánamo (Cuba).

Somando os casos "confirmados" e os "suspeitos", o Pentágono estima que cerca de 14% dos homens libertados de Guantánamo "retomaram atividades terroristas", e usa o termo "reincidência" para indicar que todos eram efetivamente terroristas ao chegar a Guantánamo, embora isso não tenha sido comprovado em nenhum julgamento.

A divulgação do relatório acontece poucos dias depois do presidente, Barack Obama, anunciar que pretende transferir alguns dos 240 detentos de Guantánamo para cárceres em território americano após o fechamento da polêmica prisão, que deve acontecer em janeiro de 2010.

dab/ap

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