Pentágono conclui tarefa humanitária na Geórgia

Washington, 8 set (EFE) - O Pentágono deu por encerradas suas operações de ajuda humanitária na Geórgia, tarefa da qual ficarão encarregadas a partir de agora agências civis, e centrará a atenção em avaliar as necessidades do Exército desse país.

EFE |

A embarcação "Mount Whitney" da 6ª Frota da Marinha americana, a terceira a levar ajuda humanitária à Geórgia, finalizou a descarga de 17 toneladas de material de emergência no porto de Poti, com o que o Departamento de Defesa deu por encerrado seu trabalho no país, informou hoje o porta-voz do órgão.

"Com a finalização de (as tarefas) de 'Whitney', o Departamento de Defesa terminou praticamente seus esforços de assistência, salvo que haja novos requerimentos que sejam identificados e sejamos encarreguem", afirmou Brian Whitman em sua entrevista coletiva diária.

Desta forma, o Governo americano dá por encerrado o envolvimento do Pentágono na ajuda humanitária para a Geórgia, que se concretizou em 62 vôos e o envio de três navios cheios de material de primeira necessidade.

"Isto não significa que o Governo dos Estados Unidos tenha cessado seus esforços neste momento", explicou Whitman.

Ele ressaltou que, a partir de agora, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) se encarregará desta tarefa.

Enquanto isso, o foco de atenção do Pentágono será avaliar as necessidades das Forças Armadas da Geórgia, enfraquecidas depois do conflito bélico com a Rússia pela região separatista georgiana da Ossétia do Sul.

O Governo dos EUA anunciou em 3 de setembro uma ajuda de US$ 1 bilhão à Geórgia para apoiar seus esforços humanitários e de reconstrução, mas deixou claro que o pacote não inclui assistência militar.

No entanto, agora uma equipe americana viajará à Geórgia para avaliar as necessidades da capital Tbilisi em matéria de segurança, mas Whitman não pôde antecipar quando ocorrerá a visita.

Os EUA tinham fornecido ajuda militar a Tbilisi antes do conflito entre Rússia e Geórgia, principalmente na área de formação e de equipamento para as forças do país.

De fato, quando começou a crise, no início de agosto, os EUA tinham cerca de 127 militares e terceirizados desdobrados em Tbilisi, onde treinaram forças georgianas para sua missão no Iraque.

EFE cae/db

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