Pentágono anula licitação para renovação da frota de aviões cisterna

O Pentágono cancelou a abertura da licitação, no valor de 35 bilhões de dólares, para renovar sua frota de aviões cisterna, deixando assim a decisão para o próximo governo, informou o secretário de Defesa americano, Robert Gates, nesta quarta-feira.

AFP |

"Acredito que no tempo que nos resta não podemos completar uma licitação que seja considerada justa e objetiva neste ambiente tão carregado", indicou Gates em um comunicado.

"O resultante período de reflexão permitirá ao próximo governo revisar objetivamente os pedidos militares e desenhar uma nova estratégia de aquisição", acrescentou.

Trata-se de um contrato para 179 aviões, na fase inicial de substituição da frota, um projeto de um total de 100 bilhões de dólares nos próximos 30 anos.

A Força Aérea dos Estados Unidos tenta substituir seu muito antigo avião cisterna, um modelo que vem enfrentando um contratempo atrás do outro, em um processo iniciado com o escândalo de 2003 que eliminou os planos de contratar o avião da Boeing.

A Boeing era o único fornecedor do avião de abastecimento em vôo, mas parece ter perido esta condição em fevereiro, quando a força aérea optou pela Northrop Grumman e a Eads para fabricar a próxima geração.

A força aérea prefere o KC-45, uma versão militarizada do Airbus 330, devido a seu tamanho e capacidade de combustível e carga maiores que o Boeing KC-767, uma versão modificada do Boeing 767.

Mas a Boeing se queixou da decisão da força aérea. O Tribunal de Contas Tribunal fez uma revisão e descobriu erros significativos que poderiam ter afetado o resultado em uma disputa que era muito competitiva.

Gates deixou para a força aérea toda a responsabilidade de ter escolhido o vencedor e atribuiu a decisão ao chefe de compras do Pentágono, John Young.

Ambas as empresas montaram duas grandes campanhas de relações públicas para mostrar as vantagens que cada uma delas oferece em termos de empregos ganhos ou perdidos, segundo o resultado da licitação.

jm/lm/fp

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