Washington, 9 dez (EFE) - A crise financeira afetará o Pentágono e aumentará a insegurança e instabilidade no mundo, afirmou hoje o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen. A crise financeira global terá um efeito sobre nós, nas Forças Armadas, disse Mullen em discurso diante de 500 soldados da Força Aérea na base Langley, na Virgínia. Na medida em que esta crise financeira tenha um efeito sobre nós, e terá, preocupa-me o aumento do nível de insegurança e instabilidade no mundo todo, ressaltou. Desde 2000, o orçamento do Pentágono cresceu a cada ano e chegou a US$ 715 bilhões no período fiscal em curso, mas Mullen indicou que espera que o Departamento de Defesa tenha que apertar o cinto. O orçamento não inclui US$ 100 bilhões anuais que, em média, o Governo do presidente George W. Bush obteve do Congresso para os conflitos no Afeganistão e no Iraque.

"Haverá, necessariamente, um debate muito saudável sobre quais serão os requisitos para nossa segurança nacional nestes tempos muito difíceis", ressaltou Mullen.

O almirante afirmou que o Pentágono deverá cortar custos, mas acrescentou que é muito difícil apontar quando o impacto financeiro será sentido plenamente.

"É, certamente, muito cedo para determinar esse impacto, mas é claro que haverá um impacto", insistiu.

Mullen disse que, quando chegar o momento dos ajustes, as Forças Armadas não podem se dar o luxo de descuidar de seus membros.

Além disso, lembrou que, nos últimos dez anos, houve melhorias substanciais nos benefícios, nas compensações para veteranos e nos programas de assistência médica e cuidado da família aos militares.

EFE jab/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.