Pentágono admite que estratégia no Afeganistão não foi a melhor

Washington, 10 set (EFE) - O Pentágono pediu hoje cautela com a retirada de tropas do Iraque pela ameaça que ainda representa a insurgência no país e admitiu que a estratégia no Afeganistão não foi a acertada. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, esteve hoje no Congresso junto com o chefe do Estado-Maior Conjunto, o almirante Mike Mullen, para expor o desenvolvimento das guerras do Iraque e Afeganistão. Segundo Gates, a lenta retirada das tropas do Iraque está justificada por várias circunstâncias preocupantes, incluindo o lento progresso do desenvolvimento político do país. As decisões que tomarmos hoje serão críticas para a estabilidade da região e nossos interesses nacionais no futuro, afirmou. O principal responsável do Pentágono falou perante a Câmara um dia depois que o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou um plano para retirar gradualmente oito mil soldados dos cerca de 146 mil desdobrados no Iraque até fevereiro.

EFE |

Embora tenha ressaltado que houve avanços no Iraque, Gates disse que as tensões entre grupos sectários ainda existem e ameaçam os recentes progressos alcançados em segurança, pelo que assegurou que será necessário seguir tendo presença no país.

"Queria pedir a nossos dirigentes que levem em conta que vamos estar envolvidos no Iraque durante os próximos anos, mas de forma diferente e cada vez mais limitada", disse.

Neste sentido, pediu ao Governo que, embora se siga esta estratégia de redução de tropas, as decisões tomadas "sejam prudentes e flexíveis e levem em conta as recomendações de nossos comandantes e altos chefes militares".

Quanto ao conflito no Afeganistão, os dois destacaram a necessidade de reforçar a segurança e pressionar o Paquistão para evitar que os talibãs cruzem a fronteira.

O almirante Mullen admitiu que a estratégia seguida até agora no Afeganistão não está tendo o sucesso esperado, pelo que estão perfilando outra nova "mais global".

Mullen também fez um apelo para ajudar o Afeganistão com auxílio não militar, como a construção de estradas e escolas que considerou "a chave para ter sucesso no Afeganistão".

O número de soldados americanos desdobrados no país aumentou de menos de 21 mil há dois anos aos atuais 31 mil e o Governo anunciou que enviará mais soldados para recuperar o controle da região. EFE elv/db

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