Pentágono acusa Irã de aumentar apoio à insurgência iraquiana

Washington, 25 abr (EFE) - O chefe do Estado-Maior Conjunto americano, Michael Mullen, acusou hoje o Irã de prestar um crescente apoio armamentístico e logístico à insurgência iraquiana.

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"Estou extremamente preocupado com o que considero uma crescente influência letal e maligna do Governo (de Teerã) e em particular da (força de elite) Qods (da Guarda Revolucionária iraniana), sobretudo no Iraque e através do Oriente Médio", ressaltou hoje Mullen em entrevista coletiva.

Ele disse não ter "provas definitivas" de que as autoridades iranianas tenham aprovado diretamente o apoio à insurgência iraquiana, mas afirmou que, devido à participação das forças de elite do Irã em Basra, "fica difícil" crer que "o máximo líder iraniano" não tenha conhecimento do que ocorre.

O chefe do Estado-Maior Conjunto americano afirmou que tem consciência de que o Irã está enviando armas para o país vizinho, incluindo para grupos em Basra.

"O Governo iraquiano prometeu colocar fim a esse tipo de atividades há alguns meses, mas é evidente que não fizeram isso", afirmou.

Mullen ressaltou que os iranianos não apenas estão fornecendo armas, mas "continuam treinando iraquianos no Irã" para que retornem ao Iraque e lutem contra soldados americanos posicionados no país.

O responsável do Pentágono acrescentou que os Estados Unidos detectaram um apoio similar por parte do Irã aos talibãs no Afeganistão.

Suas palavras coincidem com a publicação, hoje, de uma matéria no jornal "The Wall Street Journal" que indica que os EUA planejam tornar públicas, em breve, provas do apoio iraniano a grupos rebeldes no Iraque.

Funcionários em Washington e Bagdá informaram ao "Wall Street Journal" que apreenderam morteiros, foguetes e explosivos no Iraque com selos que indicam que foram fabricados durante os dois últimos meses.

"Consta que algumas das armas encontradas são muito recentes", disse Mullen.

Teerã nega ter canalizado armas para o Iraque ou ter fornecido treinamento aos militantes xiitas no país e qualificou as acusações de Washington de propaganda.

Mullen afirmou que "todas as opções" continuam sobre a mesa para fazer frente à ameaça iraniana, mas disse que está "convencido" de que atualmente a solução ainda está em usar recursos como a pressão diplomática, financeira e internacional.

Hoje, um navio de carga terceirizado pela Marinha americana fez no Golfo Pérsico disparos de advertência contra duas lanchas iranianas, informaram hoje autoridades do Departamento de Defesa dos EUA.

A embarcação "Westward Venture", contratado por um departamento da Infantaria da Marinha para transportar carga ao Kuwait, atirou na quinta-feira contra barcos iranianos depois que várias tentativas de entrar em contato com eles falharam.

A embarcação americana se encontrava em águas internacionais a 80 quilômetros do litoral iraniano quando as lanchas se aproximaram.

EFE tb/db

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