Pelosi rejeitará versão da reforma de saúde do Senado caso não haja mudanças

Washington, 21 jan (EFE).- A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou hoje que a Casa rejeitará a versão da reforma de saúde aprovada pelo Senado caso esta não passe por modificação.

EFE |

A reforma de saúde é a prioridade máxima do presidente americano, Barack Obama. As duas câmaras do Congresso aprovaram de forma preliminar suas próprias versões no final do ano passado, mas agora têm que ser homologadas em um texto definitivo.

No entanto, Pelosi insistiu hoje, depois de se reunir com a bancada democrata, que na câmara baixa não existem votos suficientes para aprovar a versão do Senado, que excluiu a "opção pública" para que o Governo pudesse competir com as seguradoras privadas.

"Não acho que seja possível aprovar na Câmara de Representantes a versão do Senado", ressaltou Pelosi.

Na Câmara de Representantes, os democratas rejeitaram a versão do Senado porque esta contém novos impostos para certas apólices de seguro de alto valor, entre outros elementos que não representam uma verdadeira reforma do sistema de saúde.

Os republicanos votaram contra a reforma por considerá-la uma custosa ingerência do Governo federal que não melhorará a cobertura médica nem ajudará a reduzir o déficit.

Após a vitória eleitoral em Massachusetts do republicano Scott Brown, que ocupará a cadeira deixada no Senado por Ted Kennedy, morto em agosto, os democratas perderam a maioria que permitia frear a oposição nas votações de seus projetos de lei.

A eleição de Brown também obrigou os democratas a avaliar uma nova estratégia para conseguir a aprovação final da reforma de saúde, levando em conta que muitos democratas na Câmara de Representantes, principalmente os mais progressistas, estão reticentes a aceitar a versão do Senado.

Segundo a Casa Branca, Obama ainda prefere uma reforma de saúde integral, apesar de na quarta-feira ter deixado em aberto a possibilidade de que, diante das pressões políticas, os democratas se vejam forçados a aprovar uma reforma menos ambiciosa. EFE mp/bba

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