Pelosi diz que fracasso dos EUA no Iraque teria graves conseqüências

Bagdá, 18 mai (EFE).- A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou em Bagdá que um possível fracasso de seu país no Iraque levaria a um fracasso maior além de suas fronteiras.

EFE |

Pelosi, que ontem chegou ao Iraque em uma visita não anunciada, fez estas declarações ao jornal "Al-Sabah".

Para a congressista, a realidade iraquiana é "dolorosa", e "mais doloroso" ainda seria o fracasso dos EUA no Iraque, dadas as conseqüências que isso teria.

Por outro lado, o presidente do Parlamento iraquiano, Mahmoud al-Mashadani, explicou a Pelosi, em um encontro ocorrido ontem, que "o novo Iraque" precisa de tempo e da ajuda dos EUA para seguir em frente, referindo-se à necessidade de as tropas americanas permanecerem no país.

Em declarações à imprensa divulgadas hoje pela agência "Aswat al-Iraq", Mashadani disse que, "apesar dos progressos do Exército (iraquiano) em lugares como Basra e Mossul, ainda não é capaz de proteger o povo iraquiano e seus bens".

O presidente do Parlamento iraquiano também lembrou Pelosi do "dever moral" que os EUA têm com o Iraque de manter de pé a democracia em que o Governo do presidente americano, George W. Bush, tanto apostou.

"Se não houver segurança, a democracia será inútil", afirmou.

Mashadani, em manifestações publicadas hoje, afirmou ainda que Pelosi convidou-o para visitar Washington e tratar de assuntos políticos e de segurança, sobretudo da questão das tropas americanas posicionadas no Iraque.

A presidente da Câmara dos Representantes, assim como a maioria do Partido Democrata, já pediu várias vezes o estabelecimento de uma data para a retirada dos militares dos EUA do Iraque.

Ontem, Pelosi se reuniu com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, a quem deu seu apoio na luta contra os grupos terroristas. EFE am/wr/sc

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