Pelo menos dois soldados tailandeses morreram nesta sexta-feira em tiroteios, em uma zona de fronteira disputada pelos dois países, segundo um balanço corrigido pelas autoridades.

Um soldado tailandês morreu no ato e outro faleceu no hospital, depois dos tiroteios na zona disputada do templo de Preah Vihear, anunciou o porta-voz regional das Forças Armadas tailandesas, o tenente-coronel Wichit Makarun.

Dez pessoas também ficaram feridas.

Mais cedo, o governo do Camboja chegou a anunciar a morte de dois soldados do país em tiroteios com militares tailandeses, mas se retratou ao afirmar que o saldo era não oficial, mas sem entrar em detalhes.

"Foram registrados tiroteitos graves em pelo menos dois setores. Dois de nossos soldados morreram", declarou o porta-voz do governo cambojano, Khieu Kanharith, antes da retratação.

Horas antes, depois dos primeiros tiroteios na fronteira, o ministério tailandês das Relações Exteriores acusou o lado cambojano de ser responsável pelo incidente e anunciou que enviaria uma nota de protesto a Phnom Penh.

"Tivemos que responder porque os cambojanos foram os primeiros a abrir fogo contra os soldados tailandeses", declarou Tharit Charungvat, porta-voz do ministério.

"Queremos reiterar que esta área faz parte de nosso território", completou.

A tensão sobre Preah Vihear explodiu em julho de 2008, quando o majestoso templo do século XI, situado em um promontório, entrou para a lista do patrimônio mundial da Unesco, ao mesmo tempo que persiste o litígio da fronteira, que data da época colonial, entre Bangcoc e Phnom Penh.

O templo está sob jurisdição do Camboja, segundo uma decisão da Corte Internacional de Justiça de Haia de 1962, mas os tailandeses controlam os principais acessos e vários setores não foram delimitados.

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