Pelo menos 5 mil congoleses cruzam fronteira com Sudão fugindo de violência

Genebra, 7 out (EFE).- Pelo menos 5 mil refugiados procedentes da República Democrática do Congo (RDC) chegaram à região de Yambio, no sul do Sudão, fugindo da violência nas últimas duas semanas, constatou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur, em inglês).

EFE |

Uma equipe do Acnur informou que 150 pessoas continuam cruzando a fronteira diariamente e chegam às localidades sudanesas de Sakure e Gangura.

Os refugiados disseram que fugiram de suas cidades, próximas à localidade de Dungu, no nordeste da RDC, por causa dos ferozes ataques do Exército de Resistência do Senhor (LRA, em inglês), informou hoje em entrevista coletiva Ron Redman, porta-voz do Acnur.

Os refugiados relataram cenas de horror ao pessoal do Acnur, e as autoridades locais em Sakure informaram que a situação no nordeste da RDC é muito preocupante.

Aparentemente, a cidade de Moro, situada 58 quilômetros dentro do território congolês, foi atacada no domingo, e mulheres e crianças foram seqüestradas, as casas incendiadas e os moradores atacados.

Em Sakure, os refugiados estão hospedados junto com a população local, e os feridos pelos ataques da guerrilha do LRA recebem tratamento em clínicas que os Médicos sem Fronteiras têm na região.

O Acnur tenta organizar o mais rápido possível um envio de alimentos, pois por enquanto os refugiados vivem da generosidade dos habitantes locais, mas encontram problemas logísticos por causa do mal estado das estradas.

Tanto o Acnur quanto outras agências da ONU, entre elas o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Programa Mundial de Alimentos, estão preocupados com a proximidade destes assentamentos de refugiados com a fronteira com a RDC, mas por enquanto o mal estado das estradas impede que sejam transferidos a um local mais seguro. EFE vh/wr/fal

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