Pelo menos 470 pessoas são detidas em protesto estudantil no Chile

Santiago do Chile, 24 abr (EFE).- Cerca de 470 estudantes foram detidos hoje no Chile como conseqüência dos distúrbios causados em diversos protestos ao longo do país nos quais reivindicavam melhoras na educação, informaram hoje fontes policiais.

EFE |

Os milhares de alunos pediam a revogação da Lei Orgânica Constitucional de Ensino (LOCE), passe livre no transporte público, o fim do lucro no sistema educacional e a aplicação em todo o país da jornada escolar completa.

Os 600 estudantes que, em Santiago foram autorizados pela Intendência (governo) a marchar até o Museu de Belas Artes através do Parque Florestal, começaram sua caminhada na Plaza Italia escoltados por um forte contingente policial e gritando frases contra o Governo e o Ministério da Educação.

A passeata, que se manteve em relativa tranqüilidade, foi alterada quando alguns jovens tentaram continuar marchando em direção ao setor de Plaza de Armas, o que não era permitido.

Por isso, foram dispersados por Carabineiros (polícia militarizada) com carros lança-águas e bombas lacrimogêneas.

A Polícia deteve um total de 209 estudantes durante os choques, embora inicialmente tenha estimado o número em 50. As manifestações se repetiram em outras regiões do Chile.

Em Valdivia, 835 quilômetros ao sul de Santiago, a Polícia informou que 140 estudantes foram detidos após incidentes e ataques à propriedade pública e privada, em uma manifestação que reuniu 3 mil estudantes, segundo relatos da zona.

Entre os manifestantes detidos por Carabineiros, 94 são menores de idade.

De 24 alunos detidos, o número chegou a 73 em Concepción, 15 quilômetros ao sul da capital, onde 600 estudantes de Lota chegaram até o liceu A-45 para repreender os jovens por não participarem das manifestações, quebrando 280 vidros do estabelecimento.

Além disso, no Liceu Comercial de Coronel (545 quilômetros ao sul de Santiago), 400 estudantes queimaram parte da mobília pública.

Já em Valparaíso a Polícia deteve cerca de 15 estudantes.

Nessa cidade, 120 quilômetros ao oeste de Santiago, mais de 7 mil alunos de ensino médio e de universidades chegaram durante o dia aos arredores da sede do Parlamento, onde ocorreram tumultos.

Mobilizações parecidas ocorreram nas cidades de Talca, La Serena, Ovalle e Coquimbo sem serem registrados detidos, segundo relatos da "Radio Bio-Bio".

Da mobilização, convocada pela Associação de Estudantes do Ensino médio (ANES) e a Confederação de Estudantes do Chile (Confech), também participam alguns dirigentes do Colégio de Professores. EFE pb/db

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