Pelo menos 36 pessoas morrem em ataque de rebeldes na RDC

Kinshasa, 9 abr (EFE).- Pelo menos 36 pessoas morreram e um médico espanhol foi sequestrado pelos rebeldes da etnia enyele em um confronto com militares congoleses no noroeste da República Democrática do Congo (RDC).

EFE |

Pelo menos sete membros das Forças Armadas do país, três da Missão da ONU no Congo (MONUC), um piloto sul-africano, um ganês e um uruguaio, além de dois civis, perderam a vida nos ataques dos rebeldes à cidade e ao aeroporto de Mbandaka, informou hoje o ministro de Comunicação congolês, Lambert Mende.

Entre os insurgentes, 21 morreram, três deles linchados pela população de Mbadaka. Além disso, um rebelde ficou ferido e 38 foram capturados durante o ataque que durou entre domingo e segunda-feira.

O médico espanhol sequestrado pelos rebeldes passava as férias em Kinsangani e percorria o rio Congo em uma embarcação fluvial, a Malaïka, capturada pelos rebeldes nessa região da província equatorial congolesa.

"O médico Salsa está nas mãos do número um do grupo terrorista", afirmou Mende em entrevista à imprensa em Kinshasa para anunciar o resultado do ataque do grupo rebelde enyele contra a cidade de Mbandaka e seu aeroporto.

Segundo o ministro e porta-voz do Governo, os rebeldes se denominam Movimento de Libertação Independente dos Aliados e são liderados por Ibrahim Mangbama.

O chefe militar do grupo, Désiré Momboza, um ex-membro das Forças Armadas do antigo Zaire, foi morto em um choque com os militares congoleses no território Kungu e foi substituído por Unjani, filho de Ibrahim Mangbama, ressaltou Mende.

Os confrontos começaram no domingo passado, quando os soldados descobriram em Mbandaka um grupo de rebeldes enyele armados em uma embarcação procedente de Kinshasa e, posteriormente, inúmeros rebeldes atacaram o aeroporto, de onde foram expulsos com apoio da MONUC na segunda-feira.

Em novembro passado, a província equatorial da RDC foi palco de confrontos entre clãs das etnias enyele e munzaya, quando milícias do primeiro grupo tentavam tomar o poder de terras e áreas de pesca.

Dezenas de pessoas foram mortas e cerca de 200 mil tiveram de se refugiar, das quais milhares acabaram fugindo para o país vizinho Congo-Brazzaville. EFE py/sa

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