Mogadíscio, 22 mai (EFE).- Pelo menos 28 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas nos combates ocorridos hoje entre as forças do Governo somali e as milícias radicais que pretendem derrubar o presidente Sharif Sheikh Ahmed, informaram fontes de ambas as partes.

Entre os mortos está o jornalista Abdirasak Mohammed Warsame, conhecido como "Gadao", que morreu em consequência de um confronto que o surpreendeu quando ia para seu trabalho na emissora local "Rádio Shabelle".

Os outros mortos são 20 civis, dos quais sete morreram em um ônibus sobre o qual caiu um morteiro, além de dois soldados do Governo e cinco rebeldes.

Segundo o Governo somali, o conflito começou no começo da manhã, quando seus combatentes receberam ordens de ocupar posições estratégicas para evitar que os rebeldes avançassem rumo ao Palácio Presidencial.

O porta-voz governamental, Abdukalder Mohamud Walayo, disse hoje à imprensa que os insurgentes "tentaram se dirigir rumo à casa do Governo".

O porta-voz da guerrilha islâmica Al Shabab, Sheikh Moussa Abdi Arrale, negou as acusações. "O que faz chamar-se Governo nos atacou.

Eles começaram os combates e devem ser responsabilizados por isso".

EFE ia/ma

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