Série de ataques deixa ao menos 27 policiais mortos no Iraque

Vestidos com uniformes militares, homens armados sequestram autoridades e atiram contra postos de controle em Haditha

iG São Paulo |

Uma série de ataques deixou ao menos 27 policiais mortos nesta segunda-feira no Iraque. De acordo com a agência Associated Press, uma bandeira da rede terrorista Al-Qaeda foi erguida no local de um dos atentados.

Os ataques começaram por volta das 2h (horário local), quando duas autoridades da polícia foram sequestrados após homens armados vestidos com uniformes militares invadirem suas casas em Haditha, 200 quilômetros a oeste da capital, Bagdá.

Horas depois, eles foram encontrados mortos em ruas próximas. De acordo com a polícia, os homens tinham mandados de prisão falsos para as duas autoridades e outros 13 policiais. Além dos uniformes militares, eles também usavam veículos pintados para ficarem parecidos com os do Ministério do Interior.

Assim, o grupo se movimentou pela cidade em um comboio que, segundo testemunhas, era formado por pelo menos 13 carros, abrindo fogo contra vários postos de controle. Três agressores foram mortos durante os confrontos.

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Um porta-voz da polícia de Haditha culpou a Al-Qaeda pelos ataques e disse que folhetos do grupo foram encontrados em um dos carros. A maior parte dos agressores fugiu, dirigindo em alta velocidade por uma área deserta na província de Jazeera.

Haditha está localizada na província de Anbar e se tornou um reduto da Al-Qaeda após a invasão americana, que começou em 2003. O governo iraquiano afirma que os insurgentes se escondem em um área deserta de difícil acesso e próxima à fronteira da Síria.

Insurgentes realizam ataques de grande escala no Iraque desde a retirada das tropas americanas , finalizada em dezembro. Pouco depois de os soldados dos EUA deixarem o país, o Iraque mergulhou em uma profunda crise política que aumentou o temor em relação a conflitos sectários no país .

A crise entre xiitas e sunitas foi motivada pela emissão de um mandado de prisão contra o vice-presidente sunita, Tareq al-Hashemi. O governo xiita do primeiro-ministro Nouri al-Maliki acusa Hashemi de ter pago seguranças para assassinar autoridades do governo – o que ele nega.

Com isso, muitos sunitas acusaram Maliki de estar agindo para tirá-los do poder. Pelo sistema de divisão de poderes instituído pelos EUA, o Iraque tem um primeiro-ministro xiita, presidente curdo e presidente do Parlamento sunita.

Com BBC e AP

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