Pelo menos 253.000 novos deslocados na RDC

Pelo menos 253.000 pessoas fugiram de suas casas desde setembro na província de Kivu Norte, epicentro de combates entre o Exército e a rebelião no leste da República Democrática do Congo (RDC), que foram retomados nesta sexta-feira, informou a ONU.

AFP |

"Desde setembro, calculamos que 253.000 pessoas tiveram que se deslocar em Kivu Norte", disse à imprensa Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA) en Ginebra.

A este número é preciso acrescentar os 800.000 deslocados que já existiam em conseqüência dos conflitos anteriores no leste da RDC.

Os combates entre o Exército oficial congolês e a rebelião de Laurent Nkunda recomeçaram nesta sexta-feira 15 km ao norte de Goma, capital de Kivu Norte.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) informou que os disparos perto do campo de refugiados de Kibati interrompeu a distribuição de ajuda e provocou pânico entre a população do local, onde estão refugiadas 65.000 pessoas.

"Os tiros pararam depois de 30 minutos", afirmou uma fonte do ACNUR.

A saúde dos deslocados é motivo de inquietação, já que a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 330 casos de cólera em Kivu Norte, apesar de ter ressaltado que a doença é endêmica na região.

O OCHA também registrou o aumento de estupros na região.

"Mais de 3.500 casos de agressões sexuais foram registrados entre janeiro e setembro de 2008 em Kivu Norte", declarou Elisabeth Byrs. "Isto representa 400 estupros ao mês", acrescentou.

Desde a retomada dos combates no fim de agosto os números dobraram, destaca.

ama/fp

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