Pelo menos 223 pessoas são detidas por urinar na rua no Carnaval do Rio

Rio de Janeiro, 15 fev (EFE).- Pelo menos 223 pessoas, entre as quais 10 mulheres e 5 estrangeiros, foram detidas até agora durante o Carnaval no Rio de Janeiro por urinar nas ruas, uma velha prática contra a qual as autoridades municipais declararam tolerância zero neste ano, informam dados oficiais.

EFE |

Entre as pessoas detidas e acusadas formalmente da prática, estão uma mexicana, um italiano, dois dinamarqueses e um inglês, segundo o último balanço da Guarda Municipal.

Além de serem retirados das festas de rua e conduzidos a uma delegacia, os detidos têm que enfrentar um processo na Justiça que pode manchar os antecedentes criminais e resultar na perda da condição de réu primário para quem nunca antes foi processado.

Dos detidos, 161 foram presos em flagrante entre sexta-feira passada, quando começaram as festas, e a tarde desta segunda-feira, enquanto outros 62 foram detidos nas festas pré-Carnaval.

As cenas de homens urinando em árvores, veículos e paredes são muito comuns por estes dias de Carnaval porque, como muitas das festas são nas ruas e há muito consumo de cerveja, a demanda por banheiros químicos aumenta e a oferta é quase nula.

As inúmeras pessoas que decidem se fantasiar e sair às ruas nos blocos quase não encontram os banheiros químicos instalados pela Prefeitura nos locais de maior concentração.

A prática deixa as ruas do Rio com um forte cheiro de xixi, o que obriga a Prefeitura a multiplicar as equipes de limpeza e gera várias críticas entre os moradores das áreas mal-cheirosas.

O secretário especial de Ordem Pública do Rio de Janeiro, Rodrigo Bethlem, responsável pela perseguição a quem urina nas ruas, alega que a Prefeitura instalou neste ano 4 mil banheiros químicos nas ruas onde há desfiles e, por isso, haverá tolerância zero para quem descumprir a lei.

No entanto, várias das pessoas detidas asseguram que não podiam segurar a bexiga por mais tempo e que as filas frente aos poucos banheiros disponíveis são enormes.

A legislação brasileira prevê uma condenação de três meses a um ano de prisão para quem violar o artigo 233 do Código Penal, que define o crime de ato obsceno em lugar público ou exposto ao público.

Uma vez na delegacia, o detido pode assinar um termo no qual se compromete a comparecer a julgamento para um processo que poderá enfrentar em liberdade e pelo qual, em geral, acaba condenado a uma pena alternativa, como prestar serviços comunitários. EFE cm/sa

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