Pelo menos 16 palestinos mortos em ataque israelense contra mesquita em Gaza

Pelo menos 16 palestinos morreram, neste sábado, quando um bombardeio israelense atingiu a mesquita onde rezavam na cidade de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, informaram fontes médicas e testemunhas. Outras 60 pessoas ficaram feridas.

Redação com agências internacionais |

Reuters
Fumaça provocada por ataque israelense em Gaza neste sábado
Fumaça provocada por ataque israelense em Gaza neste sábado

Pelo menos 16 corpos foram retirados dos escombros da mesquita de Ibrahim al-Maqadna, atingida por um míssil. Segundo testemunhas, mais de 200 pessoas rezavam dentro da mesquita no momento do ataque.

O exército israelense já destruiu várias mesquitas na Faixa de Gaza desde o início de sua ofensiva aérea, afirmando que o Hamas utiliza os templos para armazenar armamento.

"Destino negro"

No início desta manhã, o líder do grupo militante palestino Hamas, Khaled Meshaal, ameaçou Israel e disse que o país terá um "destino negro" caso empreendesse um ataque terrestre contra a Faixa de Gaza. Em seu primeiro pronunciamento público desde o início da ofensiva israelense, no último sábado, Meshaal ainda afirmou que, apesar dos ataques aéreos e navais, a infra-estrutura do Hamas "sofreu pouco".

Agências internacionais afirmam que a artilharia israelense começou, neste sábado, ataques terrestres pela primeira vez desde o começo da ofensiva. A informação teria sido confirmada por fontes do Hamas.

Em um vídeo pré-gravado transmitido pela rede de TV Al-Jazzera, Meshaal, que vive exilado em Damasco, na Síria, Meshaal afirmou que Israel cometeria um "erro tolo" se enviasse tanques para Gaza.

"Se vocês (Israel) cometerem a estupidez de lançarem uma ofensiva terrestre, então um destino negro os espera. Vocês verão a ira de Deus em Gaza. Vocês acham que o modo de ganhar as eleições (em 10 de fevereiro) é por meios de uma invasão, mas eu digo que é um erro", disse Meshaal.

"Não vamos ser derrotados, não vamos nos render ou desistir sob suas condições", disse Meshaal em um discurso direcionado a israelenses, palestinos e ao resto do mundo islâmico.

Ele afirmou que a ofensiva israelense não é um ataque apenas ao Hamas, mas a toda a "uma" (nação), o que analistas interpretaram como uma referência à idéia populista islâmica de que os palestinos estão defendendo o mundo muçulmano contra uma "cruzada" moderna.

Meshaal ainda criticou o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que não se pronunciou até agora sobre a crise em Gaza, afirmando que o "começo não foi bom".

"Você fez comentários sobre (os ataques de) Mumbai, mas não diz nada sobre o crime do inimigo (Israel). Esta política de duas medidas tem que parar".

(*com informações das agências AFP e Reuters)

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