Pelo menos 15 civis morrem em bombardeio americano no Afeganistão

(atualiza com número oficial de vítimas e detalhes do fato) Cabul, 5 nov (EFE).- Foram pelo menos 15 os civis -entre eles, seis crianças e três mulheres- mortos por um bombardeio do Exército americano segunda-feira em Kandahar, província do sul do Afeganistão, informou à agência Efe uma fonte oficial.

EFE |

Obaidullah Popal, chefe do distrito de Shah Wali Kot, onde ocorreu o ataque explicou que as vítimas estavam em um casamento na cidade de Wech Baghtu quando aconteceu o bombardeio.

Em um ponto próximo à celebração, desencadeou-se um confronto entre um grupo de talibãs e as tropas da coalizão liderada pelos EUA no Afeganistão, que bombardearam a área na qual se encontravam os insurgentes e também o lugar onde se realizava o casamento, segundo Popal Além das 15 vítimas mortais, dezenas de pessoas ficaram feridas, acrescentou.

Haji Lala, um morador de Baghtu contatado pela Efe, afirmou que foram 35 os mortos, sendo 15 crianças, 17 mulheres e três homens.

Este número de mortos, que não pôde ser oficialmente confirmado até agora, é o mesmo afirmado pelo porta-voz talibã, Mohammed Yousuf Ahmadi à Efe.

Segundo Ahmadi, os ataques americanos ocorreram após o confronto entre sua milícia e uma tropa da coalizão militar comandada pelos Estados Unidos, que teria terminado com a morte de 13 soldados estrangeiros e um talibã.

O governador de Kandahar, Assadullah Khalid, confirmou à Efe o bombardeio, mas não pôde precisar o número de vítimas.

Em comunicado, o Exército americano no Afeganistão disse que iniciou uma investigação para determinar se "produziu baixas a não-combatentes na região", enquanto um porta-voz das forças de coalizão, Jeff Bender, pediu desculpas "às famílias e o povo afegão".

As baixas civis são uma das grandes preocupações do presidente afegão, que voltou a reivindicar hoje aos Estados Unidos que as evite quando execute operações militares.

No Afeganistão morreram este ano cerca de 1.500 civis vítimas da violência, segundo dados da Acnur.

Os EUA comandam no Afeganistão uma coalizão que cumpre a missão antiterrorista "Liberdade Duradoura" e conta com a maioria de soldados americanos (em torno de 15 mil).

Além disso, a Otan mantém 48 mil integrantes da Força de Assistência para a Segurança (Isaf), sendo 18 mil deles norte-americanos, que têm mandato da ONU. EFE lo-nh-daa-mb/jp

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