Pelo menos 10 mortos nos protestos de sábado no Irã

As violentas manifestações de sábado em Teerã deixaram pelo menos 10 mortos e os protestos podem prosseguir nos próximos dias, depois das críticas sem precedentes de Mir Hossein Moussavi ao guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei, maior autoridade do Estado.

AFP |

O canal por satélite em inglês da televisão pública iraniana Press TV chegou a informar 13 mortes nos confrontos entre policiais e "terroristas" sábado em Teerã, mas a televisão estatal informou que 10 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, destacando a presença de "agentes terroristas" com armas de fogo e explosivos.

A agência oficial Irna informou que os serviços secretos iranianos prenderam membros de um grupo opositor no exílio, a Organização de Mujahedines do Povo Iraniano, que segundo o governo entraram no Irã para "executar ações terroristas, respaldados pelos hipócritcas da Grã-Bretanha.

O chanceler iraniano Manuchehr Mottaki acusou Londres de um complô contra a eleição presidência. A acusação foi rebatida categoricamente pelo ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband.

Os manifestantes protestam contra a legalidade da reeleição do presidente Mahmud Ahamdinejad e foram brutalmente reprimidos no sábado, principalmente pela milícia basij, ligada à Guarda Revolucionária.

A manifestação de sábado foi um claro desafio ao guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que na sexta-feira advertiu que não cederia às ruas.

Um ato de desafio também foi a crítica sem precedentes de Moussavi, conservador moderado derrotado na eleição presidencial, ao aiatolá Khamenei em uma carta dirigida ao "nobre povo iraniano".

Moussavi acusou o guia, sem citar seu nome, de colocar em rico o caráter republicano da República Islâmica ao validar a reeleição de Ahmadinejad, que para ele foi resultado de uma fraude.

A imprensa estrangeira está proibida de cobrir os acontecimentos nas ruas e precisa recorrer a testemunhas.

Diante da esta escalada da crise, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu no sábado ao governo iraniano o fim das ações violentas e injustas.

Neste domingo, a televisão estatal iraniana desmentiu a informação de que vários civis teriam morrido no incêndio de uma mesquita no sábado em Teerã.

bur-pcl/fp

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