Pelo terceiro dia consecutivo, policiais e simpatizantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltaram nesta sexta-feira a se enfrentar na capital hondurenha, Tegucigalpa.

AP
Manifestante lança bomba de gás lacrimogênio em Honduras

Manifestante lança bomba de gás lacrimogênio em Honduras

Os ativistas pró-Zelaya se reuniram em frente ao Hotel Clarion, que está abrigando negociações entre representantes do governo interino de Honduras e do presidente deposto.

O local serviu de sede para o encontro realizado na quarta-feira, supervisionado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que promoveu o primeiro diálogo sem intermediários entre os dois lados. Na quinta-feira outro protesto também foi realizado em frente ao hotel, pouco após a partida da delegação da OEA.

Como já havia ocorrido em outras manifestações, policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão de centenas de pessoas, que respondeu jogando pedras. Em seguida, a fim de dispersar os manifestantes, a Polícia acionou canhões d'água contra os ativistas.

Estado de sítio

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, havia decretado estado de sítio cinco dias após Zelaya ter regressado clandestinamente ao país e se refugiado na Embaixada do Brasil, no dia 21 de setembro.

O regime de exceção restringe a liberdade de imprensa e de expressão e proíbe reuniões com mais de 20 pessoas. No início desta semana, Micheletti anunciou a revogação do decreto, mas como o fim do regime de exceção não foi publicado no Diário Oficial hondurenho, na prática, ele segue em vigor.

O choque desta sexta-feira destooou do clima nas ruas de Tegucigalpa, onde as atenções já se voltam para a partida deste sábado, entre a Seleção de Honduras e a equipe dos Estados Unidos.

Uma vitória poderá garantir a classificação de Honduras para a Copa do Mundo de 2010. Seria a primeira vez que a equipe hondurenha disputa o torneio desde 1982.

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