Pela 1a vez após o Katrina, furacão pode esvaziar Nova Orleans

NOVA ORLEANS - Três anos depois do furacão Katrina, a população de Nova Orleans se prepara na quarta-feira para a possibilidade de uma nova retirada, devido à aproximação da tempestade Gustav.

Reuters |

Em 29 de agosto de 2005, as barragens que protegem Nova Orleans se romperam por causa do Katrina, inundando 80 por cento dessa cidade, famosa pelo Carnaval e pelos clubes de jazz. Houve quase 1.500 mortes em toda a costa sul dos EUA, e os prejuízos chegaram a 125 bilhões de dólares.

A tempestade Gustav, que está próxima de Cuba, deve entrar no fim de semana pelo Golfo do México, já como furacão. O governador da Louisiana, Bobby Jindal, disse que a retirada da população pode começar a partir de sexta-feira --justamente o aniversário da devastação.

O governador já acionou a equipe de reação a catástrofes, colocou a Guarda Nacional local em alerta e pode declarar estado de emergência na quinta-feira.

'Precisamos todos estar preparados para responder, desde o nível dos cidadãos e em todos os níveis de governo', disse o governador, eleito em 2007, que tenta evitar as críticas que recaíram sobre sua antecessora, Kathleen Blanco, pela demora na reação ao Katrina.

Na época, houve uma irada reação popular também à prefeitura de Nova Orleans, a órgãos federais e ao presidente George W. Bush, que inicialmente vistoriou o desastre apenas do alto, sem descer do helicóptero.

Após o Katrina, houve caos em Nova Orleans. Em alguns bairros, moradores passaram dias ilhados nos seus telhados. Em meio a uma onda de saques, muita gente fugiu para não mais voltar.

Na quarta-feira, Gustav se afastou do Haiti e da República Dominicana depois de matar 16 pessoas. Meteorologistas dizem haver grande probabilidade de que a tempestade vire furacão e atinja um trecho do litoral que vai da costa noroeste da Flórida até o Texas --o que inclui Nova Orleans.

Jindal disse que, se a ameaça persistir, o Estado mobilizará 700 ônibus para retirar a população, iniciando na sexta-feira por pessoas com necessidades especiais de saúde. Os demais moradores da costa sul foram aconselhados a preparar seus próprios planos de emergência e aguardar orientações.

Leia mais sobre Furacão Gustav

    Leia tudo sobre: climafuracãokatrina

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG