Peixe de 419 milhões de anos traz novas pistas sobre evolução

Redação Central, 25 mar (EFE).- O fóssil de um peixe ósseo que viveu há 419 milhões de anos no sul da China, o Guiyu oneiros, contribui para completar o quebra-cabeças da evolução dos animais vertebrados com mandíbula, entre eles o ser humano.

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Uma equipe de cientistas do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Pequim, dirigido por Min Zhu, é a responsável por essa descoberta, publicada hoje na revista científica britânica "Nature".

Dentro dos peixes ósseos, estão os de aleta radial (Actinopterygii, como os esturjões) e os de aleta lobulada (Sarcopterygii, como os celacantos).

Os peixes de aleta lobulada e os tetrápodes evoluíram a partir de um mesmo grupo de ancestrais à margem dos Actinopterygii.

O fóssil descoberto na China, muito bem conservado, apresenta uma mistura de traços dos peixes de aleta radial (mais primitivos) e dos peixes com aleta lobulada (mais evoluídos).

Os cientistas explicam que, ao ter traços dos dois tipos de peixes ósseos, o Guiyu oneiros é uma peça intermediária de sua evolução, que indica que a divisão de peixes de aleta lobulada e de aleta radial, antes do surgimento dos tetrápodes, aconteceu antes do previsto, há pelo menos 419 milhões de anos.

Esta descoberta é uma prova de que os vertebrados com mandíbula têm uma "longa história", afirmam. EFE vmg/an

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