Pedido islâmico da Argélia pede expulsão da CIA

Argel, 2 fev (EFE).- O partido islâmico argelino An-Nahda (O Renascimento) pediu hoje o fechamento de todos os escritórios dos serviços de informação americanos no país depois que um ex-chefe da CIA foi acusado de estuprar duas argelinas na capital, Argel.

EFE |

Em comunicado, o partido -que tem cinco deputados na Assembleia Nacional (Congresso)- baseou seu pedido no "comportamento vergonhoso dos funcionários americanos".

O partido ainda aproveitou a ocasião para incluir Israel no caso, usando como alegação, também, "porque a administração dos EUA apoia os sionistas em detrimento do 'povo palestino'".

"A presença deste tipo de escritório põe em grande perigo os interesses supremos da Argélia", afirmou o partido fundamentalista.

A informação de que um ex-chefe da CIA em Argel, Andrew Warren, foi acusado por duas jovens argelinas de tê-las drogado e estuprado, saiu justamente de um veículo americano de comunicação, a rede de televisão "ABC", que revelou o caso na quarta-feira.

As duas jovens, ambas com dupla nacionalidade - uma, argelina e espanhola e a outra argelino e alemã-, apresentaram a denúncia contra Warren em setembro do ano passado na Embaixada americana em Argel.

O agente da CIA foi transferido a Washington um mês depois, segundo confirmou à Agência Efe a Embaixada americana em Argel, e as autoridades dos EUA abriram uma investigação sobre o caso.

O departamento de Estado americano afirmou que sua administração "cuida seriamente das acusações de mau comportamento" de qualquer funcionário americano no estrangeiro.

Segundo a cadeia ABC, na casa de Warren em Argel de havia vídeos com cenas de conteúdo sexual com ambas as mulheres, assim como soníferos.

O jornal argelino "Em-Nahr" disse que a argelina-espanhola conheceu o agente americano no Egito, onde ele trabalhou antes de chegar à Argélia.

Segundo o jornal, ela é mulher de um jornalista espanhol, que foi cooptada por Warren no Cairo para ser informante da CIA.

O ministro do Interior argelino, Yazid Zerhuni, disse no fim de semana que na Argélia não se apresentou nenhuma denúncia em relação a este caso. EFE sk/jp

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