Paz no Oriente Médio não ocorrerá 'rapidamente', diz Obama

Afirmação foi feita na semana seguinte a nova acordo entre palestinos e israelenses

AFP |

O presidente americano, Barack Obama, advertiu nesta terça-feira que a paz no Oriente Médio não será obtida "facilmente" nem "rapidamente", apesar da recente retomada das negociações diretas entre israelenses e palestinos.

Em uma mensagem destinada a marcar o ano novo judaico, Obama declarou que os recentes avanços na região alimentaram as esperanças de paz.


"Em uma época em que israelenses e palestinos retomaram um diálogo direto, corresponde a nós alentar e apoiar aqueles que estão dispostos a omitir suas diferenças e a trabalhar para obter a segurança e paz na Terra Santa", declarou Obama.

"Os progressos não chegarão facilmente, mas hoje (temos) uma chance de avançar rumo a um objetivo comum: dois Estados, Israel e Palestina, que vivam um ao lado do outro na paz e na segurança", completou Obama.

"Os textos sagrados nos ensinam que há uma hora para amar e uma hora para odiar, uma hora para a guerra e uma hora para a paz. Nestes dias de arrependimento (dia do perdão) e de renovação (ano novo), nos comprometemos a um porvir mais promissor", concluiu o presidente.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Bejamin Betanyahu, comprometeram-se na semana passada em um encontro em Washington a se reunir a cada duas semanas em busca da paz no Oriente Médio, o que constitui o primeiro resultado da retomada do diálogo propiciado pelos Estados Unidos.

A previsão é que os líderes se reúnam em 14 e 15 de setembro no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh com a presença da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

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