Catorze supostos piratas somalis foram capturados em operações realizadas neste domingo pela tripulação de uma fragata francesa e pela guarda-costeira das ilhas Seychelles. A tripulação da fragata Nivose deteve 11 suspeitos a 900 quilômetros da costa da Somália, de acordo com o Ministério da Defesa da França.

O Nivose teria alertado as autoridades das ilhas Seychelles, que capturaram outros três piratas. Não foi divulgado o que será feito com os prisioneiros.

Em casos anteriores, suspeitos de priataria foram mandados para julgamento no Quênia, na França ou em Puntland, uma região semi-autônoma da Somália.

O Nivose faz parte de uma operação da União Européia para proteger o tráfego de navios mercantes no Golfo de Áden. Em abril, as patrulhas capturaram 11 supostos piratas na costa do Quênia, o que fez com que os ataques passassem a ser feitos mais ao sul, próximo às ilhas Seychelles.

No sábado, um navio com tripulação ucraniana que transportava 35 mil toneladas de soja do Brasil para o Oriente Médio foi sequestrado por piratas somalis perto das Seychelles, de acordo com a organização assistencial para trabalhadores da marinha mercante, East African Seafarers Assistance Programme.

No mesmo dia, um navio da Marinha portuguesa frustrou um ataque a um petroleiro norueguês no Golfo de Áden.

A Somália não tem um governo estável desde 1991, permitindo o desenvolvimento de atividades de pirataria. O problema vem se agravando desde o começo deste ano.

Os piratas têm em seu poder quase 20 navios.

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