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Patronais exigem ação enérgica do Governo em defesa da Odebrecht

São Paulo, 25 set (EFE) - Entidades patronais brasileiras exigiram hoje ao Governo uma ação enérgica em defesa dos interesses da construtora Odebrecht no Equador, onde as instalações da companhia foram militarizadas por um suposto descumprimento de contrato. Os atos hostis do governo equatoriano impetrados contra o grupo empresarial Odebrecht (...

EFE |

) merecem uma resposta diplomática firme e rápida do governo brasileiro", disse hoje a Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (ABDIB) em comunicado.

Segundo os empresários, essa resposta "visa ratificar ao governo do Equador e ao mercado internacional que o Brasil não compactua com atitudes e decisões intempestivas e espetaculosas que desrespeitem direitos internacionais dos indivíduos e regras estabelecidas em contratos firmados".

O presidente equatoriano, Rafael Correa, ordenou militarizar as obras da Odebrecht e proibiu os quatro diretores da empresa de deixar o país, sob a acusação de descumprimento das obras de reparação da hidrelétrica San Francisco, inaugurada em junho de 2007.

A represa deixou de funcionar no início deste ano por danos estruturais que a empresa atribui a uma erupção do vulcão Tungurahua, situado a 20 quilômetros da usina, mas Correa alegou que os contratos com a Odebrecht prejudicaram o Equador.

O comunicado da ABDIB soma-se a outro similar emitido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que expressou seu "repúdio" às decisões de Correa.

"O decreto presidencial, que estabelece o seqüestro dos bens, a militarização dos canteiros de obras e impede a saída do país de quatro funcionários da empresa, representa um desrespeito aos contratos, às normas jurídicas e às regras internacionais", disse a CNI.

Já o vice-presidente José Alencar declarou hoje que o Brasil acredita em um acordo rápido e que as relações bilaterais não serão afetadas por este incidente.

No Parlamento, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Heráclito Fortes, manifestou sua preocupação com a situação de dois dos diretores da Odebrecht que não puderam sair do Equador e se encontram na embaixada brasileira em Quito.

Fortes também disse que é preciso analisar a "ameaça" do presidente Correa, que declarou que o Equador poderia não pagar o empréstimo de US$ 243 milhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as obras da hidrelétrica.

"Quando ameaça não pagar o BNDES, é preciso que se revise o contrato assinado e as garantias dadas, pois um banco brasileiro, cujo patrimônio pertence ao povo, não pode ser prejudicado", disse o senador. EFE ed/ab/db

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