Patriarca católico libanês desafia Hezbollah a um dia da eleição

Por Tom Perry BEIRUTE (Reuters) - O patriarca católico libanês disse neste sábado que seu país enfrenta um risco à sua existência, aparentando tomar partido contra o Hezbollah e seus aliados na véspera de uma eleição cujo resultado será decidido pelo voto cristão.

Reuters |

O influente cardeal Nasrallah Boutros Sfeir, que já alertou seria um "erro" a vitória do grupo islâmico e de seus aliados na eleição, falou sobre "um risco à entidade libanesa e sua identidade árabe". Suas falas foram divulgadas pela agência de notícias nacional.

Sfeir, de 89 anos, tem uma relação tumultuada com o principal aliado cristão do Hezbollah, Michel Aoun, que atualmente lidera o maior bloco cristão no parlamento libanês, de 128 assentos. As vagas na câmara são dividas de acordo com cotas sectárias.

O desempenho de Aoun e seus rivais cristãos nas eleições parlamentares no domingo decidirá se a aliança "14 de Março", apoiada pelos Estados Unidos e liderada pelo político sunita Saad al-Hariri, manterá sua maioria ou perderá espaço para o grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã, Síria e seus aliados.

Muitos políticos esperam que as eleições resultem em um governo de coalizão, independentemente do resultado.

Sfeir apoiou pedidos do 14 de Março para um monopólio do Estado sobre armas --um desafio ao fortemente armado Hezbollah.

Ele também tem se opõe à influência síria no Líbano, ponto central da agenda do 14 de Março. A aliança venceu as eleições parlamentares de 2005 após o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri, pai de Saad.

"Devemos estar alertas aos esquemas que estão sendo tramados contra nós e impedir esforços intensos que, se bem sucedidos, mudarão a cara do nosso país", disse Sfeir.

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