Bogotá, 8 jul (EFE).- Os organizadores de passeatas pela libertação de seqüestrados, entre eles os que estão em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), estimam que se realizem protestos em cerca de 165 cidades do mundo.

O número é similar ao registrado em uma manifestação também pela libertação dos reféns realizada no último dia 4 de fevereiro.

"Já estão confirmadas manifestações em 35 cidades e espera-se que elas ocorram nas 165 que se mobilizaram em 4 de fevereiro passado na Colômbia e no mundo", disse hoje Olga Lucía Gómez, diretora da Fundação País Livre, que luta contra o seqüestro e assessora a vítimas e familiares.

Até agora, há a confirmação de que essas passeatas para pedir a libertação não só de reféns das Farc, mas de outros grupos armados, ocorrerão em 14 cidades colombianas e 21 outras cidades da América e Europa.

Além da País Livre, outras três entidades civis organizam a mobilização do 20 de julho, data em que se celebra o Dia da Independência na Colômbia.

Toda a imprensa colombiana também está fazendo chamados permanentes para as manifestações.

Os organizadores da nova molibização são o Colombia Soy Yo (CSY) (Colômbia sou eu, em tradução livre), promotores da passeata do dia 4 de fevereiro, a Redepaz e o grupo do Facebook "Um milhão de vozes contra as Farc".

Essa proposta foi lançada na semana passada após o resgate militar da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, de três americanos e de onze soldados e policiais que estavam em poder da guerrilha.

Segundo a País Livre, há 12 anos mais de 2.800 pessoas permanecem seqüestradas na Colômbia por diferentes grupos.

As passeatas são uma exigência da sociedade civil para que "se elimine a prática do seqüestro na Colômbia", disse a diretora organização.

"As mobilizações não estão dirigidas somente às Farc, mas também ao Exército de Libertação Nacional (ELN), aos paramilitares e à delinqüência comum, que têm pessoas seqüestradas", disse Gómez.

"Exigiremos que aqueles que têm em seu poder pessoas seqüestradas os libertem já", afirmou um comunicado das entidades que organizam as manifestações. EFE rrm/ab/plc

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