Roma, 6 abr (EFE).- Passa de 150 o número de mortos pelo terremoto de 5,8 graus de magnitude na escala Richter que atingiu a região italiana de Abruzzo, no centro do país nesta madrugada, informou há pouco a imprensa local, acrescentando que cerca de 100 pessoas permanecem desaparecidas Segundo os meios de comunicação, que citam hospitais da cidade de LAquila, capital de Abruzzo e uma das cidades mais afetadas, há cerca de 1.

500 feridos e cerca de 100 mil pessoas precisaram deixar suas casas.

Os dados oficiais apresentados pelo Governo italiano, através do ministro para as Relações com o Parlamento, Elio Vito, cifram em 91 os mortos e em 70 mil os refugiados.

Por sua vez, o Governo regional de Abruzzo estimam o número de mortos pelo terremoto em pelo menos 100 pessoas.

"Seguramente serão mais de 100, porque há muitos desaparecidos", afirmaram funcionários públicos de Abruzzo à Agência Efe.

O terremoto, que aconteceu por volta das 3h30 locais (22h30 de ontem pelo horário de Brasília) teve réplicas menores durante toda a manhã, que obrigou os moradores das regiões afetadas a permanecer na rua até se restabelecer a normalidade.

Diante dessas réplicas, os moradores da localidade de L'Aquila, capital de Abruzzo e uma das mais afetadas, foram para espaços abertos da cidade a fim de se refugiarem até que parassem os tremores, Eles passarão a noite em tendas de campanha construídas em dois complexos esportivos ao ar livre, embora alguns cogitem a possibilidade de dormir em seus carros dado o alto número de desabrigados que ainda enfrentam uma intensa chuva.

O terremoto desta madrugada foi sentido em grande parte do centro e do sul da Itália, da região de Emilia-Romagna até Nápoles.

As primeiras estimativas divulgadas pela imprensa local falam de algo entre 10 mil e 15 mil edifícios danificados, inclusive prédios novos.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, sobrevoou a região afetada de helicóptero pela manhã e posteriormente deu uma entrevista coletiva na qual descreveu o estado de destruição inédito na região central do país. EFE mcs/jp

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