O furacão Gustav causou em Cuba danos em mais de 100.000 casas, 370 escolas, em centenas de quilômetros de linha elétrica e telefônica, e em plantações, mas feriu apenas 19 pessoas e não provocou mortes, segundo cálculos preliminares divulgados nesta segunda-feira.

"Este golpe é duro, muito duro", disse o vice-presidente José Ramón Machado, acrescentando que agora é o momento de se concentrar na recuperação da província de Pinar del Río (oeste) e da Ilha da Juventude (ao sul Havana), as regiões mais castigadas.

No total, 467.000 pessoas foram retiradas de suas casas em todo o país, 77% delas em Pinar del Río e na Ilha da Juventude, por onde o furacão passou com ventos de 240 km/h, na categoria 4 da escala Saffir Simpson, de 5.

Em um informe enviado ao presidente Raúl Castro, Leopoldo Cintra, chefe do Exército Ocidental, indicou que em Pinar del Río 86.000 casas ficaram danificadas, 90 torres de alta tensão e 1.200 postes elétricos e telefônicos foram derrubados, e 3.414 casas de secar tabaco foram destruídas, indicou o jornal oficial Granma.

Olga Tapia, primeira secretária do Partido Comunista (PCC) nessa província, disse que 372 escolas, prontas para o começo do ano letivo nesta segunda-feira, foram atingidas, o que atrasará o início das aulas.

Ana Delgado, primeira secretária do PCC no município especial de Ilha da Juventude, admitiu que depois de sobrevoar de helicóptero esse território concluiu que "a situação é muito mais complexa do que se imaginava a princípio".

A emissora Radio Rebelde indicou que nessa ilha de 86.550 habitantes foram afetadas 87% das casas, assim como 200 quilômetros de linhas telefônicas e elétricas. Várias escolas e plantações ficaram destruídas.

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