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Passagem de Dolly pelo México deixa mortos e destruição

México, 24 jul (EFE).- A tempestade tropical Dolly avançou hoje pela fronteira entre México e Estados Unidos após deixar, além de danos em construções da região, dois mortos e três pescadores desaparecidos, as primeiras vítimas da passagem do fenômeno.

EFE |

Um dos mortos é um homem ainda não identificado que morreu eletrocutado em Tamaulipas, no nordeste do México, e o outro foi um pescador encontrado ontem sem vida no litoral de Iucatã (sudeste), enquanto três de seus companheiros seguem desaparecidos.

O pescador, identificado como Russel Cutz Poot, foi achado em águas da península de Iucatã, conforme disseram à Agência Efe fontes do porto de Dzilam de Bravo, no Caribe.

A Marinha montou uma operação por terra e mar para buscar os três pescadores de Dzilam de Bravo, que perderam contato há quatro dias, quando "Dolly" ainda chegava ao México.

Em seu boletim das 14h15 (Brasília), o serviço meteorológico mexicano estabeleceu uma zona de alerta "por chuvas intensas" nos estados de Tamaulipas, Nuevo Leão e Coahuila, todos na parte nordeste do país.

Além disso, lançou outro alerta especial perante o risco de que haja "tempestades severas e tornados" desde Pedras Negras até Nuevo Laredo, em quase toda a faixa fronteiriça desses estados com os EUA.

Em seu boletim das 15h (Brasília), o Centro Nacional de Furacões (NHC) americano informou que o centro de "Dolly" estava situado próximo da latitude 27,9 graus norte e da longitude 99,8 graus oeste, "muito perto da fronteira entre EUA e México, 50 quilômetros ao noroeste de Laredo (Texas)".

Os meteorologistas do NHC indicaram que "a já debilitada 'Dolly'" aumentou sua velocidade de translação para 22 km/h e "espera-se que mantenha sua rota oeste-noroeste até que se dissipe, em um dia ou dois".

Na cidade de Matamoros, na divisa com Brownsville, no Texas, cessaram hoje as precipitações, mas até agora foram registrados quase 200 litros por metro quadrado, quantidade que foi suficiente para alagar grande parte desta cidade de 462 mil habitantes.

A Comissão Federal de Eletricidade do México trabalha para recuperar as zonas que ontem à noite ficaram sem luz, o que chegou a afetar mais de 120 mil pessoas.

Outra região que sofreu muitos danos foi a praia Bagdá, onde algumas construções ficaram destruídas pela força de "Dolly", que chegou a gerar ventos de 180 km/h ao chegar ontem ao local.

Houve pessoas que, com medo, permaneceram em suas casas apesar dos perigos que corriam, como aconteceu com María de la Luz Gómez e seus quatro filhos.

"Nós ficamos em casa, junto com outras pessoas porque não quisemos ir para Matamoros", comentou hoje triste ao ver a destruição gerada pelo ciclone tropical em sua casa.

O governador de Tamaulipas e o prefeito de Matamoros sobrevoaram a zona litorânea para tentar determinar os prejuízos totais.

Com a situação mais tranqüila, milhares de pessoas deixaram os abrigos taxados pelas autoridades como seguros para retornar a seus lares.

O subdiretor-geral técnico da Comissão Geral de Água mexicana, Felipe Arreguín, explicou que as autoridades e a população devem seguir prevenidas porque a emergência "ainda não passou", apenas trocou de lugar.

"Agora a parte que nos preocupa é Laredo e Nuevo Laredo. Está entrando em direção ao território mexicano", ressaltou Arreguín à emissora de rádio "Formato 21".

O funcionário antecipou que amanhã "Dolly" pode se transformar em uma depressão tropical após sofrer uma paulatina degradação.

"Então teremos ainda chuvas muito fortes. Nos preocupa a zona de Pedras Negras, Nuevo Laredo, Rio Grande, Salinas, Monclova e inclusive parte de Monterrey", apontou.

Arreguín se mostrou confiante em que no próximo sábado se tenha normalizado a situação em Matamoros.

O Sistema Nacional de Defesa Civil mexicano eliminou já o alerta vermelho (perigo máximo) que mantinha e só estão em nível laranja (perigo alto) os estados de Tamaulipas e Nuevo León. EFE lc/rr

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