Passagem de furacão Tomas por Haiti deixa ao menos três mortos

Fortes chuvas e inundações aumentam chances de transmissão da cólera, que já matou 442 haitianos

iG São Paulo |

O furacão Tomas trouxe fortes chuvas, causou inundações e deixou ao menos 3 mortos no Haiti, que vive em meio a destroços deixados pelo terremoto de janeiro e uma epidemia de cólera que já matou 442 pessoas e contaminou mais de 6.700.

As inundações desta sexta-feira forçaram dezenas de famílias que já haviam perdido suas casas no terremoto a deixar o local improvisado em que viviam, muitas vezes barracas em acampamentos improvisados. De acordo com oficiais da Defesa Civil, ao menos três pessoas morreram tentando cruzar rios inundados. Antes de chegar ao Haiti, o furacão havia deixado ao menos 14 mortos no leste do Caribe.

AP
Haitianos andam em meio a enchente próximo a acampamento improvisado em Leogane, Haiti
Fortes ventos e tempestades atingiram Leogane, cidade no litoral a oeste de Porto Príncipe, próxima ao epicentro do tremor de 12 de janeiro. Algumas famílias procuraram refúgio até a tempestade passar. “Conseguimos escapar da enchente e estamos esperando a tempestade passar. Não há nada mais a fazer”, disse o haitiano Johnny Joseph, 20 anos.

Acampamentos

Autoridades do Haiti estão trabalhando para retirar milhares de pessoas abrigadas em acampamentos na capital Porto Príncipe. A avaliação é que o furacão pode destruir boa parte das barracas onde cerca de 1,3 milhões de haitianos estão vivendo desde o terremoto que destruiu o país, em janeiro.

Equipes de ajuda humanitarian estão preocupadas com as consequências da passagem do furacão pelo país caribenho, pois creem que a epidemia de cólera pode chegar a níveis piores.

Nesta sexta-feira também o governo do Haiti solicitou ajuda à União Europeia para enfrentar o furacão Tomas. Segundo a Comissão Europeia (órgão executivo da UE), o Haiti pediu ao bloco lonas, mosquiteiros e purificadores de água.

O chefe da organização Médicos Sem Fronteiras no Haiti, Stefano Zannini, descreveu a situação como precária. "Esse é o terceiro grande problema que os haitianos têm de lidar neste ano", disse, se referindo ao terremoto e a uma epidemia de cólera que já matou 442 pessoas. "O clima nos acampamentos é uma mistura de medo e desespero - ou resignação", disse.

*Com AP

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