Passagem da tocha causa protestos na Coréia do Sul

A passagem da tocha olímpica neste domingo pela Coréia do Sul causou tumulto com maior presença de manifestantes pró-China do que de outros grupos na capital, Seul. Carregando bandeiras e cartazes em apoio à política exterior chinesa, os manifestantes acompanharam o desfile de 24 quilômetros entre o Parque Olímpico e a prefeitura.

BBC Brasil |

Durante o percurso, houve protestos contra a repatriação forçada de refugiados norte-coreanos pela China e contra a política chinesa no Tibete.

Tropas de choque da polícia contiveram os manifestantes pró-China, que entoavam palavras de ordem e ameaçavam atirar pedras contra os manifestantes contrários à China.

A polícia também conseguiu impedir que um desertor norte-coreano ateasse fogo ao próprio corpo durante o desfile.

Protestos
A passagem da tocha, que antecede as Olimpíadas de Pequim, vem sendo marcada por protestos contra a política chinesa no Tibete em várias cidades, entre elas Londres, Paris, Atenas e San Francisco.

O governo sul-coreano já havia advertido que qualquer um que tentasse impedir a passagem da tocha em Seul seria severamente punido. A segurança contou com 120 policiais correndo junto com a tocha, além de um helicóptero.

A tocha chegou à Coréia do Sul vinda do Japão, onde sua passagem provocou tumulto em Nagano no sábado. Na segunda-feira, ela segue para a Coréia do Norte, onde a expectativa é de que a passagem por Pyongyang ocorra sem incidentes.

O governo da Coréia do Norte não tolera protestos públicos, afirma o correspondente da BBC em Seul, John Sudworth, e a tocha deverá ser recebida por centenas de milhares de pessoas abanando flores.

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