Passageiros da Spanair se recusam a viajar por causa do acidente em Madri

Madri, 20 ago (EFE) - Passageiros de diferentes vôos da Spanair lotaram os balcões da companhia aérea para informar que se recusavam a viajar e reivindicar sua bagagem, já despachada, devido ao clima de comoção gerado pelo acidente registrado hoje no aeroporto de Barajas, em Madri.

EFE |

A comoção foi aumentando à medida que se conhecia a amplitude do acidente, no qual morreram mais de 100 pessoas e outras 25 ficaram feridas em diversos graus.

O acidente fez com que muitos outros passageiros ficassem em terra porque a Spanair, da mesma forma que outras companhias, teve que cancelar alguns de seus vôos devido à redução de pousos e decolagens imposta em Barajas.

Funcionários do aeroporto que colaboraram nos trabalhos de resgate disseram à Agência Efe que o avião estava "partido em pedaços", que o impacto foi "tão brutal" que o motor estava embutido na cabine, e que a maioria dos corpos resgatados estava carbonizada.

As mesmas fontes informaram que o avião acidentado tinha saído com quase duas horas de atraso, e que logo após decolar perdeu altura e caiu no limite norte das cabeceiras do aeroporto de Madri.

Membros das tripulações das diferentes companhias que operam neste aeroporto da capital espanhola mal conseguiam esconder o nervosismo e a tristeza, quando, logo após ocorrer o acidente, foram informados de que podia haver muitos mortos.

O estado contrastava com a calma dos viajantes, que, no início, não souberam do acidente, pouco visível -só se viam duas colunas de fumaça-, dos quatro terminais.

À medida que o tempo passava, a preocupação tomava conta dos viajantes, de tal forma que muitos começaram a cogitar não pegar seu avião, porque "hoje não é um bom dia para voar", como disse à Efe um casal de jovens. EFE pg/db

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