Partidos políticos são corruptos para 68% dos cidadãos do mundo

Bruxelas, 3 jun (EFE).- Os partidos políticos são considerados entidades corruptas por 68% dos cidadãos no mundo, segundo um relatório publicado hoje pela organização Transparência Internacional (TI).

EFE |

A administração pública e o poder Legislativo seguem os partidos políticos de perto - com 63% e 60%, respectivamente -, enquanto que 50% dos mais de 73 mil entrevistados em 69 países também consideram como corruptos o setor privado e o Poder Judiciário.

Os veículos de imprensa, embora não tenham tido uma avaliação positiva, registraram o menor índice de desconfiança (43%).

A presidente da TI, Huguette Labelle, diz na apresentação do relatório que há o risco de que a crescente desconfiança nos políticos se traduza em níveis cada vez mais altos de abstenção em eleições, o que provocaria a escolha de líderes pouco representativos.

Um em cada dez entrevistados admitiu ter subornado alguém durante os últimos 12 meses ou que algum membro de sua família o fez nesse período.

As regiões mais expostas a este tipo de prática são o Oriente Médio e África. Em países africanos como Libéria, Serra Leoa e Uganda, mais de 50% dos entrevistados reconhece ter pagado suborno no último ano.

Um quarto dos participantes da pesquisa afirmou ter pagado um suborno a um membro da Polícia, tida como "a instituição mais propensa" a este tipo de corrupção.

O Poder Judiciário, os cartórios e os serviços de administração de terras, saúde e educação são outros órgãos nos quais subornos seriam comumente aceitos.

Segundo Labelle, o mais grave desta situação é que apenas um de cada cinco entrevistados denunciou de maneira oficial o ocorrido e os que não o fizeram alegaram, entre outras coisas, que achavam que informar sobre um suborno não faria diferença ou lhes causaria problemas.

Quanto às medidas governamentais para combater a corrupção, só um de cada três entrevistados diz confiar nos mecanismos existentes, enquanto mais da metade considerou que não eram eficazes.

A enquete publicada hoje foi realizada pela Gallup Internacional entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009. EFE mrn/bba

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