Partidos iraquianos superam impasse e definem governo

Após oito meses, grupos políticos iraquianos chegam a acordo e dividem poder entre xiitas, sunitas e curdos

iG São Paulo |

Os principais grupos políticos do Iraque fecharam um acordo para a formação do governo nesta quinta-feira, após oito meses de impasse político. Segundo o presidente regional da região curda, Masoud Barzani, os partidos definiram quem vai ocupar os três principais cargos no gabinete.

AP
Osama al-Nujeifi (C) foi eleito presidente do Parlamento iraquiano
O acordo, concluído após três dias de árduas negociações, primeiro em Erbil e depois em Bagdá, divide os principais cargos do país entre diferentes etnias e religiões, já que o presidente da República será curdo, o primeiro-ministro xiita e o presidente do Parlamento sunita.

O curdo Jalal Talabani continuará como presidente da República, o xiita Nuri al-Maliki iniciará um segundo mandato como primeiro-ministro e a presidência do Parlamento ficará com o deputado sunita da lista Iraqiya Osama al-Nujaifi, segundo o porta-voz do governo, Ali al Dabagh.

O deputado sunita da chapa Iraqiya foi escolhido como novo presidente do Parlamento por 227 votos a favor dos 295 políticos presentes (de un total de 325 cadeiras no Parlamento), anunciou o deputado de mais idade, o curdo Fuad Massum.

Impasse

O Iraque vive um impasse político desde as eleições legislativas de 7 de março. O bloco liderado pelo ex-primeiro-ministro Iyad Allawi saiu das urnas com uma leve vantagem, mas nem ele, nem o atual premiê, Nouri al-Maliki, conseguiram formar um governo de coalizão.

No final de outubro, a Suprema Corte do país determinou que o Parlamento encerrasse um recesso iniciado em junho e voltasse ao trabalho para definir o novo governo.

A decisão foi considerada um reflexo da crescente insatisfação da população iraquiana com a incapacidade dos parlamentares em chegar a um acordo.

O novo governo é o terceiro desde a instauração de eleições multipartidárias após a queda de Saddam Hussein, no ano de 2003.

*Com AFP, BBC e Reuters

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