Partidos iraquianos não chegam a acordo sobre lei de províncias

Bagdá, 15 jul (EFE) - Os partidos iraquianos não conseguiram aprovar hoje no Parlamento um projeto de lei eleitoral para as províncias devido à divergência que mantêm sobre a rica cidade petrolífera de Kirkuk, cerca de 250 quilômetros ao norte de Bagdá.

EFE |

O presidente da Câmara, Mahmoud al-Mashadani, adiou o debate da lei para amanhã, depois que os deputados da Aliança Curda (AK) se retiraram da sessão em protesto contra a falta de acordo sobre a realização das eleições em Kirkuk.

O chefe da coalizão curda no Parlamento, Fouad Massoum, ressaltou em entrevista coletiva que o "grupo apóia a realização do pleito provincial em todo o Iraque, incluindo Kirkuk, na data prevista (outubro)".

Nesse sentido, afirmou que "há grupos que pedem o adiamento (das eleições) na cidade (Kirkuk) com o pretexto de que há desacordos em algumas comunidades, ou por motivos de segurança".

Ele considerou que "a situação em Kirkuk é a mesma que vive o resto das províncias do país".

Massoum destacou que o grupo se retirou da Câmara pela inclusão da lei de eleições provinciais na agenda de hoje, apesar de o acertado ser discutir a questão na quinta-feira.

O líder da coalizão curda no Parlamento lembrou que "o adiamento foi solicitado para dar tempo a todas as partes (alianças políticas) para chegar a acordos sobre as cláusulas do projeto com a finalidade de aprová-lo na Câmara".

A ONU propôs em junho um plano de três etapas para alcançar uma solução sobre o conflituoso status de Kirkuk, a rica cidade petrolífera do norte do Iraque que é reivindicada pelos curdos e é disputada pelas comunidades que a habitam.

Segundo a iniciativa da instituição multinacional, primeiro deverão ser adotadas medidas de "reforço da confiança", como a participação de todas as facções nas forças de segurança de Kirkuk e a substituição dos "peshmerga" (combatentes curdos) pela nova força mista.

A primeira fase terminaria com a "normalização" das relações entre os curdos, árabes sunitas, turcomanos e outras minorias que povoam a cidade.

Após isto, será feito um novo censo da cidade, e, na última fase, será realizado um plebiscito para estabelecer se a população quer seguir fazendo parte do Iraque sob a administração de Bagdá, como acontece na atualidade, ou prefere se integrar dentro da região autônoma do Curdistão. EFE am/db

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