Partidos denunciam irregularidades em eleições israelenses

JERUSALÉM - Os distúrbios registrados na cidade árabe de Umm el-Fahem e irregularidades menores denunciadas por diferentes partidos foram alguns dos incidentes ocorridos durante as eleições em Israel que, até a metade da tarde, transcorreram com normalidade.

EFE |


Em Umm el-Fahem, cinco pessoas foram detidas após atirar pedras contra o carro no qual estava o deputado ultradireitista judeu Aryeh Eldad. Ele foi retirado de um colégio eleitoral por medo de que sua presença desse origem a uma revolta.

Eldad substituía o líder colono Baruch Marzel como representante de sua legenda, a Frente Judaico Nacional. Pela manhã, Marzel tinha sido impedido por dezenas de manifestantes de entrar em um colégio eleitoral.

Em comunicado, o Kadima denunciou que vários ativistas do Likud - o partido de Benjamin Netanyahu - foram detidos pelas forças da ordem por supostamente terem tirado cédulas da legenda de dentro de urnas na localidade de Kiryat Bialik, no norte de Israel.

O Kadima, cuja candidata nas eleições é a ministra de Assuntos Exteriores Tzipi Livni, é o principal rival do Likud de Netanyahu para conseguir a vitória no pleito.

O partido centrista entregou ao Comitê Eleitoral Central uma "longa lista de lugares" nos quais cédulas da legenda "foram sabotadas ou roubadas", acrescenta a nota.

Já a formação de esquerda Meretz disse que em um colégio de Jerusalém alguém tinha escrito, nas cédulas do partido, o nome de Avigdor Lierberman, candidato pelo ultradireitista Yisrael Beiteinu. Isso invalidará tais votos na apuração.

Após o incidente, o partido ordenou que seus representantes e interventores em todo o país revisassem o estado das cédulas em seus respectivos colégios eleitorais.

Em outro local, os representantes dos dois partidos ultraortodoxos judeus, Shas e Judaísmo Unido da Torá, colocaram as cédulas sobre a mesa onde estava instalada a urna e começaram a pedir apoio aos eleitores, também segundo o Meretz.

No bloco de assentamentos de Pisgat Ze'ev, a polícia deteve uma mulher quando tentava distribuir cédulas falsas de Yisrael Beiteinu. Ela alegou que uma terceira pessoa tinha pedido para que fizesse isso, informou a imprensa local.

Em Jerusalém, o secretário de uma mesa eleitoral foi detido e interrogado pela polícia diante da suspeita de que tinha tentado votar duas vezes. E os trabalhistas pediram a desqualificação de uma urna no assentamento de Ma'alot Dafna, em Jerusalém.

O partido denunciou que, embora o colégio estivesse destinado a deficientes físicos, a mesa eleitoral permitiu que muitos moradores fundamentalistas religiosos judeus sem incapacidade alguma nem residência em Jerusalém votassem.

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