Partido vai nomear Motlanthe como presidente da África do Sul

Por Wendell Roelf CIDADE DO CABO (Reuters) - O Congresso Nacional Africano (CNA), partido governista da África do Sul, vai nomear nesta segunda-feira seu vice-líder, Kgalema Motlanthe, como presidente interino do país, substituindo o presidente Thabo Mbeki, disseram membros do partido no parlamento.

Reuters |

Motlanthe, que já trabalha no gabinete, foi escolhido para substituir Mbeki até as eleições, que ocorrem em abril do ano que vem, durante uma reunião da liderança parlamentar do CNA, informaram membros do partido à Reuters, sob a condição de anonimato.

O porta-voz do CNA, Khotso Khumalo, disse que o parlamento vai escolher o presidente nos próximos dias. Khumalo se recusou a comentar se Motlanthe foi nomeado presidente para assumir o cargo de Mbeki.

'A liderança política está abordando a questão e contactando o chefe de justiça e, a partir daí, haverá nomeação ou votação, entre hoje e quinta-feira', disse Khumalo.

O líder do CNA, Jacob Zuma, em entrevista coletiva na segunda-feira, disse que o partido vai anunciar seu escolhido antes das eleições, 'no momento apropriado', e afirmou que Motlanthe estaria pronto se fosse o escolhido.

Segundo Zuma, as políticas econômicas do país continuarão estáveis e inalteradas após a renúncia de Mbeki.

O Parlamento se reúne às 9h (de Brasília) e a nomeação de Motlanthe pode ser submetida a uma votação-relâmpago na segunda-feira, mas a aprovação pela assembléia escolhida pelo CNA é praticamente certa.

Mbeki, presidente da África do Sul pelo maior período de crescimento econômico, disse em um discurso televisionado, feito no domingo, que apresentou sua renúncua depois que o CNA o pediu para abandonar o cargo antes do fim do mandato, no ano que vem.

O CNA fez o pedido oito dias antes de um juiz acusar Jacob Zuma de corrupção, sugerindo que há intromissão política de alto nível no caso.

A notícia da saída de Mbeki ajudou a enfraquecer os negócios do país, apesar dos operadores dizerem que os movimentos políticos não alteram a performance da moeda no curto prazo.

Analistas dizem que a moeda sul-africana, que caiu 1,7 por cento, vai continuar vulnerável durante o período de transição e que a troca de poder vai ter um impacto negativo.

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