Partido Socialista espanhol debaterá temas polêmicos em congresso

Madri, 4 jul (EFE).- O governista Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) inicia hoje seu 37º Congresso, no qual pretende impulsionar medidas em favor do voto dos imigrantes nas eleições municipais, assim como a abertura de um debate sobre a eutanásia e a ampliação do aborto.

EFE |

Durante três dias, cerca de mil delegados das diferentes organizações territoriais do PSOE estabelecerão a linha do partido para os próximos anos e renovarão parcialmente os órgãos diretores.

No entanto, não haverá surpresas nos principais cargos executivos, e o atual presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, será reeleito para a Secretaria-Geral, a qual ocupa desde 2000.

No Congresso, será debatida uma conferência política que define a linha do partido e que também deveria orientar a ação do Governo, embora não seja de cumprimento obrigatório.

Uma das principais novidades é a proposta de que os imigrantes de países que não pertençam à União Européia (UE) possam votar e receber votos nas eleições municipais.

Antes disso, o Governo deveria formalizar com esses países a reciprocidade, de modo que seus cidadãos pudessem votar nas eleições espanholas. Mas, por sua vez, os emigrantes espanhóis teriam o mesmo direito nas nações em que vivem.

A aplicação de tal proposta significaria que nas eleições municipais de 2011 poderiam votar 2,8 milhões de estrangeiros que residem na Espanha de forma estável.

Outro dos assuntos relevantes desta reunião é que os socialistas desejam transferir para a legislação o "direito à dignidade humana no processo de morte", uma alusão à eutanásia, sempre que for para "determinadas doenças terminais ou invalidantes", segundo a proposta.

Sobre este ponto, o secretário de Organização do PSOE, José Blanco, disse hoje que "a dignidade não deve ser respeitada somente em vida", embora tenha alertado que é preciso fazer "muita pedagogia" para evitar um debate "demagógico" com a oposição.

Blanco também afirmou que trabalha para uma resolução sobre a questão do aborto e que os socialistas darão "um passo muito grande" no congresso.

"A força da mudança" é o lema deste encontro, que irá até domingo e no qual os socialistas expressarão sua rejeição ao aumento da jornada de trabalho, aprovado recentemente na UE, com a possibilidade de que chegue a 65 horas semanais. EFE jgb/fh/db

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