Partido Socialista da Sérvia apóia coalizão com europeístas

Belgrado, 23 jun (EFE).- O Partido Socialista da Sérvia (SPS) disse hoje ser favorável a formar uma coalizão de Governo com a lista inclinada à entrada do país na União Européia (UE), liderada pelo Partido Democrático (DS) do presidente sérvio, Boris Tadic.

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Com esta decisão, abre-se caminho à formação de uma nova maioria, a qual dependia da postura do SPS, fundado pelo ex-líder autoritário sérvio Slobodan Milosevic, mas que aparece agora como um parceiro aceitável para os europeístas.

O líder do SPS, Ivica Dacic, informou que uma contundente maioria de 245 de um total de 258 correligionários apoiou a proposta de formar coalizão com as forças pró-UE, que ganharam as eleições legislativas sérvias de 11 de maio, mas não obtiveram maioria suficiente para governar sozinhas.

"Sei que a decisão pode causar um distanciamento de parte de nossos eleitores, mas isto não é um voto para outros, mas o grande retorno do SPS ao cenário político da Sérvia e a oportunidade para um novo começo", assegurou.

Segundo Dacic, "com a decisão de hoje talvez seja corrigida a histórica injustiça para com nosso partido, acusado injustamente de, nos anos 90, ter sido a favor do isolamento de nosso país".

Ele se referiu ao isolamento internacional sofrido pela Sérvia na década passada de conflitos balcânicos, durante o regime do ex-presidente sérvio e iugoslavo Milosevic, que foi derrotado em 2000 pelos reformistas liderados pelo DS, agora liderado por Tadic.

Durante a época de Milosevic, o SPS era o partido mais votado na Sérvia, mas, desde sua queda, perdeu boa parte do eleitorado, que, segundo os analistas, passou a apoiar em grande parte o ultranacionalista Partido Radical Sérvio (SRS), antigo aliado no poder do ex-líder sérvio.

Dacic declarou que o SPS não só mostrou hoje sua determinação de que a Sérvia prossiga pela via europeísta, mas também iniciou o procedimento oficial para se transformar em membro da Internacional Socialista, a maior associação de formações socialistas e social-democratas.

Ele anunciou que, no novo Governo, o cargo de primeiro-ministro corresponderá ao DS, enquanto o presidente do Parlamento será das fileiras do SPS, e precisou que ainda não se tratou da divisão de pastas. EFE sn/db

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