Partido ortodoxo rejeita coalizão de governo em Israel

O partido ultra-ortodoxo Shas, um dos principais membros da coalizão de governo de Israel, disse que não participará da nova coalizão que está sendo negociado pela recém-eleita líder do Kadima, a ministra do Exterior Tzipi Livni. Livni, que lidera o maior partido da coalizão e deve ser a próxima primeira-ministra do país, afirmou na quinta-feira que Israel terá que ir às urnas se o governo não for formado até domingo.

BBC Brasil |

Pesquisas de opinião mostram que o partido de oposição, o Likud, liderado por Binyamin Netanyahu, poderá surgir como o partido mais forte, caso realmente ocorram eleições.

Livni tem o apoio do Partido Trabalhista, mas ainda não conseguiu a maioria necessária no Parlamento para formar um governo. Com o acordo com os trabalhistas, a ministra do Exterior conseguiu 48 cadeiras de um total de 120 no Knesset.

Ela ainda poderia formar uma coalizão de governo se conseguir garantir o apoio do partido Meretz, de esquerda, e do Partido dos Aposentados.

Correspondentes afirmam que a decisão do Shas é uma derrota para Livni. Ela ainda poderá formar o governo israelense, mas este governo será considerado fraco.

Depois de muita negociação o Shas afirmou que não conseguiu chegar a um acordo com o Kadima a respeito do status de Jerusalém e de benefícios sociais.

Livni se comprometeu a dar continuidade às negociações com os palestinos, mas o partido Shas é contra um governo israelense disposto a discutir o status de Jerusalém.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG