Partido opositor pensa em boicotar eleições convocadas por Junta birmanesa

Bangcoc, 29 mar (EFE).- Os dirigentes da Liga Nacional para a Democracia (LND), o partido opositor dirigido por Aung San Suu Kyi, analisa a possibilidade de boicotar as eleições gerais convocadas pela Junta Militar que governa Mianmar (antiga Birmânia).

EFE |

A nova lei eleitoral birmanesa outorga ao partido de Suu Kyi um prazo de seis semanas para decidir se se registra na comissão eleitoral para concorrer às eleições parlamentares previstas para o final do ano.

Se decidir concorrer, a LND deverá expulsar sua líder e prêmio Nobel da Paz, que cumpre pena de prisão domiciliar, já que a legislação eleitoral aprovada pelo regime dos generais proíbe a participação de partidos com presos em suas fileiras.

Em caso de decidir não concorrer e boicotar o pleito, como reivindicou Suu Kyi na semana passada, o partido deverá se dissolver ou atuar na clandestinidade.

A líder opositora assegurou na semana passada que "nunca aceitaria" que seu partido se registre porque as leis eleitorais são "injustas".

Um dos advogados de Suu Kyi disse que nem se cogita a possibilidade de a LND se registrar na nova comissão eleitoral.

Apesar das recomendações feitas por Suu Kyi, alguns dos líderes da LND reunidos hoje defendem a participação do pleito para garantir a sobrevivência do partido. EFE grc/ma

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