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Partido no poder realiza congresso para manter Putin como número um

O partido no poder, Rússia Unida, convocou nesta segunda-feira seu grande congresso anual, com o objetivo de nomear Vladimir Putin ao comando deste movimento majoritário no Parlamento e manter o atual presidente no cargo de número um do país depois de sua saída do Kremlin, daqui a três semanas.

AFP |

"Estamos falando hoje das prerrogativas concretas que estamos dispostos a propor a Vladimir Putin. Trata-se das prerrogativas de presidente do partido", declarou Boris Gryzov, que cederia, portanto, seu cargo ao presidente do país.

Reunindo centenas de delegados, o "IX congresso" anual deste partido, que reivindica dois milhões de membros e é considerado o herdeiro do PC soviético, começou nesta segunda-feira a dois passos do Kremlin, sob o lema: "Juntos, venceremos".

É neste mesmo local que Vladimir Putin deve pronunciar um discurso terça-feira, no segundo dia do congresso, para anunciar se aceita assumir a direção do Rússia Unida, a três semanas de sua substituição no Kremlin por Dmitri Medvedev e sua própria designação como primeiro-ministro.

Para preparar a nomeação de Putin, os delegados votaram nesta segunda-feira uma emenda aos estatutos do Rússia Unida para permitir sua eleição, já que ele não é oficialmente membro do partido.

Outra emenda aprovada separa os cargos de chefe do partido e de presidente do conselho supremo do partido, funções que eram até então assumidas por uma única pessoa, Boris Gryzlov.

De acordo com essas emendas, o chefe do partido é eleito por um período de quatro anos.

De acordo com analistas, este novo sistema criará um presidente enfraquecido e um primeiro-ministro fortalecido por sua posição de chefe de partido com a maioria absoluta no Parlamento.

O novo sistema já suscita comparações com o Partido Comunista da época da União Soviética, cujo secretário-geral era, de fato, o número um do país.

"Vladimir Putin deixará o cargo de presidente, mas continuará sendo o líder moral do país e do partido", entusiasmou-se nesta segunda-feira o especialista em política Gleb Pavlovski, simpatizante do Kremlin.

"Existe um desejo unânime dentro do Rússia Unida de ver Putin no comando do partido, para que sua união com Medvedev tenha uma base política", analisou Pavlovski.

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