Partido majoritário teme golpe de Estado na Mauritânia

Nuakchott, 29 jun (EFE) - O presidente da União das Forças do Progresso (UFP, maioria) na Mauritânia, Mohamed Ould Maouloud, afirmou que o país passa por uma etapa grave e delicada, e teme uma tentativa de golpe de Estado político contra a legalidade constitucional. Em entrevista coletiva concedida sábado à noite em Nuakchott, Ould Maouloud criticou os protagonistas políticos da instituição militar, que correm o risco de levar o país a uma crise extremamente grave. A UFP deixou a oposição recentemente para entrar no Governo de Yahya Ould Ahmed el-Waghef, presidente do Pacto Nacional para a Democracia e o Progresso (PNDD-ADIL). Ould Maouloud disse que sua reação aconteceu no marco da situação de tensão política na Mauritânia por causa da retirada em massa de quadros da ADIL, entre eles o secretário-geral e uma série de deputados que ameaçam apresentar uma moção de censura contra o Governo. A Mauritânia, lembrou o presidente da UFP, tem que enfrentar atualmente uma crise alimentícia e a alta dos preços. As opções oferecidas em caso de voto da moção de censura são a formação de um novo Governo ou a dissolução do Parlamento, estimou. O presidente da UFP disse que o papel da oposição democrática deve consistir em defender e em proteger as instituições republicanas e impedir o Exército de intervir nos assuntos políticos. Na quinta-feira passada, 20 dirigentes do partido governamental na Mauritânia anunciaram sua renúncia em protesto con...

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Em entrevista coletiva concedida sábado à noite em Nuakchott, Ould Maouloud criticou "os protagonistas políticos da instituição militar, que correm o risco de levar o país a uma crise extremamente grave".

A UFP deixou a oposição recentemente para entrar no Governo de Yahya Ould Ahmed el-Waghef, presidente do Pacto Nacional para a Democracia e o Progresso (PNDD-ADIL).

Ould Maouloud disse que sua reação aconteceu no marco "da situação de tensão política na Mauritânia por causa da retirada em massa de quadros da ADIL, entre eles o secretário-geral e uma série de deputados que ameaçam apresentar uma moção de censura contra o Governo.

A Mauritânia, lembrou o presidente da UFP, tem que entrentar atualmente "uma crise alimentícia e a alta dos preços".

"As opções oferecidas em caso de voto da moção de censura são a formação de um novo Governo ou a dissolução do Parlamento", estimou.

O presidente da UFP disse que "o papel da oposição democrática deve consistir em defender e em proteger as instituições republicanas e impedir o Exército de intervir nos assuntos políticos".

Na quinta-feira passada, 20 dirigentes do partido governamental na Mauritânia anunciaram sua renúncia em protesto contra o que qualificam de um "retorno dos símbolos do regime passado" e "o lento ritmo das reformas".

Esses políticos estudam apresentar uma moção de censura contra o Governo formado em 11 de abril. EFE mo/db

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