Partido governista obtém novo mandato na Guiana

Oposição afirma que votação foi manipulada em favor do Partido Progressista Popular/Cívico, que está no poder há quase 20 anos

Reuters |

O partido que governa a Guiana há quase 20 anos obteve um quinto mandato presidencial consecutivo nas eleições de segunda-feira, segundo resultados anunciados nesta quinta-feira pela comissão eleitoral.

AP
Donald Ramotar, candidato governista, vota durante eleições parlamentar e presidencial em Georgetown (28/11)

A oposição denunciou que a votação foi "manipulada" em favor do Partido Progressista Popular/Cívico (PPP/C), do candidato governista Donald Ramotar. A acusação gera temores de que o país mergulhe novamente nas tensões raciais que marcaram eleições anteriores.

O presidente da comissão eleitoral, Gocool Boodhoo, anunciou oficialmente a jornalistas a vitória de Ramotar, com 49 % dos votos, e disse que ele tomará posse em breve. A coalizão oposicionista Apnu (Uma Parceria pela Unidade Nacional, na sigla em inglês) ficou com 41 %.

Observadores internacionais aprovaram a lisura da votação, e as autoridades eleitorais da ex-colônia britânica, com 750 mil habitantes, pediram aos rivais políticos que sejam pacientes e esperem os resultados finais.

A Guiana, que faz fronteira com Venezuela e Suriname, é o quarto maior produtor sul-americano de bauxita, além de também ter produções expressivas de ouro, açúcar e madeira.

Politicamente, o país está dividido entre os afrodescendentes, que tendem a apoiar o Apnu, dirigido por David Granger, e descendentes de imigrantes indianos, partidários do PPP/C, de Ramotar e do atual presidente, Bharat Jagdeo.

Ambos os grupos coexistem pacificamente na maior parte do tempo. Mas os guianenses negros costumam se queixar de menor acesso aos empregos e a outras oportunidades, já que a maioria de origem indiana domina a economia local.

As tensões raciais já causaram distúrbios e saques no passado, especialmente em épocas eleitorais. Há uma década, várias pessoas foram mortas durante um surto de violência pós-eleitoral.

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