Partido governista na Geórgia arrasa em eleições com 40% das urnas apuradas

Tbilisi, 22 mai (EFE) - O Movimento Nacional Unido da Geórgia, do presidente Mikhail Saakashvili obtém 64% dos votos nas eleições parlamentares de quarta-feira, com 40% das urnas apuradas, informou hoje a Comissão Eleitoral Central (CEC). Em segundo lugar está a Oposição Unificada, com apenas 13,8%, seguida dos também opositores Movimento Democrata Cristão, com 8,06%, e do Partido Trabalhista, com 6,1%, indicou o porta-voz da CEC, Zurab Kachkachishvili. Por enquanto, nenhum dos outros partidos, nem sequer os republicanos, que também pareciam ter possibilidades, conseguiu superar a barreira mínima de 5% para ter acesso ao Parlamento deste país do Cáucaso. Saakashvili se dirigiu no início da manhã aos georgianos para agradecer pela grande participação no pleito, ao mesmo tempo em que expressou sua disposição em colaborar com todos os partidos. O novo Parlamento georgiano será muito mais pluralista, pluripartidário. Como se pode ver, além do partido dirigente, estarão representadas várias outras legendas e estou disposto a colaborar com todas elas, afirmou.

EFE |

Após serem divulgados na quarta-feira à noite os resultados das pesquisas de boca-de-urna, que coincidem com os dados oficiais hoje anunciados, a oposição acusou as autoridades de fraude e ameaçou realizar protestos por todo o país.

Só 75 dos 150 deputados do Parlamento unicameral da Geórgia são escolhidos por listas de partidos, enquanto a outra metade é escolhida em circunscrições majoritárias.

A CEC anunciou que tornará públicos mais tarde os resultados das circunscrições majoritárias, nas quais espera-se que tenham acesso ao Legislativo vários dos principais líderes da oposição.

O pleito parlamentar foi supervisado por mais de três mil observadores estrangeiros, que devem anunciar hoje sua avaliação das eleições, e por aproximadamente outros três mil locais.

Não participaram do pleito Abkházia e Ossétia do Sul, regiões separatistas que se afastaram de fato da Geórgia no início dos anos 90 após conflitos armados nos quais, segundo Tbilisi, tiveram a ajuda de Moscou.

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