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Partido governista do Zimbábue perde maioria no Parlamento

Harare, 2 abr (EFE).- A União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF, em inglês), atualmente no poder, perdeu a maioria na Câmara Baixa do Parlamento local, segundo resultados parciais das eleições de sábado, divulgados hoje pela Comissão Eleitoral.

EFE |

Os dados confirmam, por enquanto, a derrota do Governo do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, no poder desde a independência do país africano, em 1980.

A Zanu-PF, partido de Mugabe, contava com dois terços das cadeiras da Câmara Baixa, número que não conseguiu manter neste pleito.

Segundo a Comissão Eleitoral do Zimbábue, o partido governante elegeu 93 dos 210 deputados, e mesmo que obtivesse as cadeiras restantes não obteria a maioria.

A facção do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês), liderada por Morgan Tsvangirai, obteve 97 cadeiras na apuração parcial.

Até o momento, Tsvangirai tem a possibilidade de tirar da Presidência um dos mais duradouros líderes africanos.

Na falta de informações oficiais, o MDC divulgou hoje dados próprios, recolhidos diretamente das atas eleitorais, que dão a vitória ao partido.

"A oposição ganhou as eleições, é maioria no Parlamento e o Zanu-PF perdeu este pleito", afirmou hoje em entrevista coletiva o secretário-geral do MDC, Tendai Biti.

Segundo os dados em questão, Tsvangirai obteve 50,3% dos votos na eleição presidencial, enquanto que Mugabe conseguiu 43,8%. O restante ficou para o candidato independente e ex-ministro das Finanças do Zimbábue, Simba Makoni.

Em declarações à emissora de televisão britânica "BBC", o vice-ministro de Informação zimbabuano, Bright Matonga, "não corresponde ao MDC anunciar os resultados das eleições".

Matonga disse que o MDC deve ter muito cuidado com as declarações porque pode "provocar" o Exército ou a Polícia, cujos chefes deram a entender que não aceitam a idéia de estarem sob o comando de outra pessoa sem ser Mugabe.

O jornal governamental "The Herald" publicou hoje que um segundo turno será necessário.

Segundo o veículo, os resultados das eleições parlamentares e a apuração do pleito presidencial indicam que nenhum candidato obterá mais de 50% dos votos.

Mugabe não se pronuncia desde sábado e, diante de seu silêncio, somente as informações do "The Herald" podem orientar sobre a postura governamental.

Embora o MDC garanta que venceu sem necessidade de segundo turno, o partido parece não ter problema em voltar às urnas, desta vez unindo seus votos aos de outras forças da oposição para derrubar Mugabe.

"A imprensa governamental começou a preparar o povo para um segundo turno em 21 dias. Se isso ocorrer, o MDC participará dessa outra rodada", afirmou Biti. EFE sk/bba/fb

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