Partido governista do Zimbábue fica sem maioria parlamentar

Harare, 26 abr (EFE).- O partido governista do Zimbábue teve frustradas suas tentativas de obter a maioria parlamentar apesar de ter forçado a apuração de votos em várias circunscrições, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

A Comissão Eleitoral informou hoje que, das 23 localidades onde houve recontagem dos votos, 18 já haviam concluído a segunda apuração e os resultados anteriores foram confirmados.

Isso significa que, embora o partido governista do Zimbábue, Zanu-PF, de Robert Mugabe, esteja vinculado diretamente às outras cinco circunscrições restantes, assim como em outras três localidades nas quais a votação foi adiada, de forma alguma poderá atingir a maioria na Câmara Baixa do Parlamento.

De acordo com os resultados inicialmente divulgados, antes de começar a apuração das 23 localidades, o Zanu-PF obteve 97 cadeiras na Câmara Baixa e as duas facções do opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), 109.

Um legislador independente da assembléia anterior conservou sua cadeira.

No dia 29 de março, ocorreu a votação em 207 circunscrições e em outras três foram adiadas por causa do falecimento de alguns dos candidatos. A maioria requerida é de 106 deputados.

"As tentativas do Zanu-PF de manipular as eleições falharam", declarou hoje à Agência Efe o porta-voz do opositor MDC, Nelson Chamisa, quando a tendência da apuração indicava que o partido governista não poderia assegurar a maioria parlamentar.

A respeito dos dados das eleições presidenciais, o presidente da Comissão Eleitoral, George Chiweshe, expressou hoje sua confiança de que na próxima segunda-feira a apuração provisória dessa votação termine e que, depois da verificação dos dados, ocorra a divulgação dos mesmos.

O opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC) assegura que seu candidato presidencial, Morgan Tsvangirai, obteve 50,3% dos votos nessa eleição, e Mugabe teria 43,8%.

Caso esse resultado seja confirmado, Tsvangirai ganharia sem necessidade de um segundo turno. O Governo, no entanto, defende que de acordo com os dados dos pleitos parlamentares, nenhum candidato presidencial obteve a metade mais um dos votos, o que levaria a um segundo turno. EFE jo-ag/bf/fb

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