Partido governista desafia previsões em eleição regional indiana

Por Alistair Scrutton NOVA DÉLHI (Reuters) - O partido que governa a Índia venceu duas eleições estaduais e lidera a apuração em um terceiro Estado, nesta segunda-feira, desafiando as previsões de um castigo nas urnas por causa da desaceleração econômica e dos recentes ataques em Mumbai.

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A apuração continua nos cinco Estados que votaram, a maioria no centro e oeste da Índia. Os resultados finais devem sair durante a segunda-feira, e ainda pode haver mudanças devido a fatores como a formação de coalizões locais.

A eleição serve como ensaio para o pleito geral do começo de 2009, quando o Partido do Congresso enfrentará uma aliança oposicionista liderada pelo Partido Bharatiya Janata (BJP, nacionalista hindu).

O Partido do Congresso manteve o governo de Délhi e lidera no Rajastão (oeste), onde o BJP atualmente governa, de acordo com estações de TV citando dados oficiais. Tradicionalmente os governistas vão mal nas eleições indianas.

O Congresso também deve vencer no pequeno e remoto Estado de Mizoram (nordeste), onde enfrenta um partido regional. O BJP venceu em Madhya Pradesh e estava perto de voltar ao poder em Chhattisgarh.

Esses resultados, se forem confirmados, seriam muito bons para o Partido do Congresso, que sofreu uma série de derrotas regionais para o BJP no ano passado, sob a influência de fatores como a inflação e o sentimento de fraqueza do atual governo nacional.

O BJP esperava ter um resultado expressivo na apuração desta semana, aproveitando sua estratégia de criticar o Partido do Congresso por ser supostamente brando contra o terrorismo.

"Esse é um golpe de realidade para o BJP", disse o analista político Swapan Dasgupta à emissora CNN-IBN.

As eleições no Rajastão e em Délhi ocorreram depois dos ataques de militantes a Mumbai, mas as críticas a lapsos na segurança parecem ter tido pouco impacto contra o governo.

"A plataforma do BJP contra o terror não funcionou. As pessoas começaram a ver além disso. Ironicamente, saiu pela culatra depois dos mais terríveis ataques terroristas", disse o analistas político Amulya Ganguli.

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